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A revolução não será televisionada. Será “streamada”.

Se nos contassem, no começo da década passada, que fazer transmissões online seria a profissão do futuro para Millenials e, principalmente, jovens da Geração Z, a gente não acreditaria. Na verdade, era possível que a gente desse um risinho de pouco-caso. Que bobinhos teríamos sido, não? 

Todo mundo sabe que a forma de consumir conteúdos mudou drasticamente nos últimos dez anos. Canais de tv com programas genéricos deram lugar a produções online cada vez mais personalizadas, direcionadas a segmentos muito específicos de público, conhecidos como nichos. Ainda em 2011, o conceito de  transmissões ao vivo feitas por pessoas comuns, como a gente, começou a se popularizar na comunidade gamer. Claro que esse fato não foi uma coincidência. Com uma receita que deve alcançar US$180 bilhões em 2021 (mais de três vezes a que será arrecadada pela indústria de cinema e quase oito vezes o valor faturado pela da música) a indústria dos jogos era o segmento perfeito para que esse novo modelo de transmissão florescesse. Mas ele não parou por aí. Rompeu a barreira temática e hoje já está presente numa infinidade de lives, que vão desde receitas culinárias e comentários políticos a programas de exercícios físicos e shows de música.

 

De olho nessa tendência, marcas gigantes, como a NBA, encontraram nos streamers (profissionais que realizam as lives) uma forma de apresentar seus produtos com muito mais eficiência e impacto e conhecer seu público de forma como nunca havia pensado ser possível. A figura do streamer humaniza a empresa e fala de perto com o consumidor, sua base de seguidores que se identifica com a forma pela qual ele transmite o conteúdo. Isso gera resultados mais rápidos (às vezes, imediatos) e com melhor capacidade de mensuração. 

Em troca, o streamer é (muito bem) remunerado porque oferece essa base de apoiadores e garante que a comunicação seja feita sem ruídos, porque todos parecem fazer parte da mesma tribo. É o que acontece com o brasileiro Alexandre “Gaulês” Borba, primeiro streamer do mundo a ter direitos de transmissão de partidas da NBA na Twitch, uma das plataformas globais do serviço. Ele formou uma legião de seguidores, que interagem bastante em suas lives, e consegue “monetizar” essa atenção de várias formas: pagamento de mensalidades, doações avulsas e veiculação de informes publicitários. Mas ele não é uma exceção. Um número cada vez maior de streamers tem surgido no cenário mundial e seus talentos vêm sendo disputados “a cifras” por gigantes publicitárias ou marcas internacionais, que oferecem salários e condições especiais pelos serviços de divulgação nas lives. O americano Tyler “Ninja” Blevins, por exemplo, já chegou a faturar US$500 mil por mês só com as transmissões. Outro caso de sucesso em terras brasileiras é a youtuber, cosplayer e cantora Isis Vasconcelos. Com mais de 3 milhões de fãs em sua página pessoal no Facebook, é lá que Isis compartilha seu dia a dia, realizando também lives de jogos e performances de música. É essa influência que faz com que ela viaje o Brasil participando de eventos de cosplay e apresentando números musicais ao piano.

Atentas ao movimento de expansão das transmissões “streamadas”, empresas inovadoras apostam em parcerias no segmento para promover seus produtos entre o público que acompanha esses eventos. É o caso do Zro Bank, que firmou parcerias com a Smile One, plataforma de moedas de jogos virtuais (como Free Fire, Minecraft, Mobile Legend e Ragnarok), e a Neverest, um centro de formação de jogadores profissionais de eSports, as colaborações irão render benefícios imediatos aos Zro Lovers. Aqueles que fizerem compras na Smile One a partir de R$ 10, em game money, com o nosso cartão de débito, ganham cashback de 1% em Bitcoin. Já os alunos que pagarem as suas mensalidades Neverest com o cartão do Zro, vão ganhar 50% de cashback em Bitcoin. 

“Esse é o começo da relação do Zro Bank com os praticantes de eSports. Assim como amadurecemos as nossas soluções para os iniciantes em criptomoedas, queremos evoluir o nosso produto para atender as demandas deste público. O Zro será a instituição mais fácil para essas pessoas trocarem reais por game money, e vice-versa. Faremos isso estruturando ainda mais parcerias nesse setor e desenvolvendo nosso sistema”, disse o CMO, Carlos Alberto Vilela. 

Neste momento, você pode estar se perguntando “será que ainda dá tempo de fazer parte desse momento?”. Bem, para o CEO da Neverest, Camilo Martins, “O mercado de streaming está só no começo do seu crescimento, terá muito espaço ainda para as pessoas progredirem conforme o mercado e a popularização dos esports/games evoluem. O interesse do público mais jovem por coisas novas permite a ele “flutuar” entre vários canais e se manter fiel a mais de um dependendo do conteúdo do dia, então os grandes streamers não tendem a impedir este crescimento e, sim, contribuir ainda mais com a massificação das plataformas. O mercado de influência geral ainda não é bem aproveitado e está aí por algum tempo, logo, o de streamers ainda tem muito a aprender e crescer. Tem espaço para todos!”

Então, da próxima vez que reclamarem do seu tempo na frente de uma tela, avise que está adquirindo habilidades comunicativas para uma profissão do futuro que, se não te deixar rico, vai tornar a sua vida muito mais confortável.

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Da cozinha de casa para a bolsa de valores: o mercado de games é incrível

Desde que surgiram, no comecinho da década de 70, os videogames se tornaram um fenômeno mundial do mercado de entretenimento e moldaram a cultura popular através de gerações. Agora, décadas mais tarde, a indústria de jogos fatura mais do que as de cinema e música combinadas e é a responsável por investimentos bilionários ao redor do mundo. E o Brasil está incluso nessa onda.

O que pode acontecer em seis meses? O mundo pode entrar em lockdown, seu time pode ser campeão várias vezes e uma empresa pode passar a valer de 1,3 bilhão para 3 bilhões de dólares em valor de mercado. Conheçam a Wildlife, empresa brasileira de games fundada na cozinha da casa de dois irmãos paulistas, com a ajuda de um amigo chileno. Ela viu sua base de usuários de seus principais jogos, Tennis Clash, Zooba e Sniper 3D, crescer de 30% a 50% nos últimos cinco meses, acumulando mais de 2,6 bilhões de downloads no mesmo período. Isso se deveu a uma combinação de juros baixos e sobra de liquidez no mercado com a maior pandemia dos últimos 100 anos, que mudou o comportamento das pessoas em relação ao consumo de entretenimento, seja no tempo dedicado a ele ou na plataforma pela qual ele é acessado.

 

Também se deveu à competência da empresa, que consegue crescer 70% ao ano desde 2014, lança, pelo menos, um jogo de sucesso a cada 12 meses e conseguiu entender as mudanças que ocorreram durante a pandemia, com a migração dos consumidores para jogos de celular, mais baratos que os de console e, portanto, mais acessíveis para um número muito maior de pessoas.

O resultado desse desempenho fantástico é o aporte de US$ 270 milhões, entre outubro de 2019 a julho de 2020, e a entrada de investidores do calibre da 3G (de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira), do presidente do conselho do Linkedin e até de Carlos Saldanha, Co-Diretor de “A era do do Gelo” em seu quadro de mentores. Esse é um fenômeno que pode ser visto em todo o globo.  “Do início de 2016 a julho de 2020 foram firmados 2.020 negócios entre empresas de jogos e fundos de venture capital. Só neste ano 1,3 bilhão de dólares já foram investidos.”, é o que afirma uma matéria publicada pela revista “Exame” sobre o segmento. 

Apesar do cenário positivo, a Wildlife é a única brasileira entre as dez startups com maior valor de mercado do ramo. Isso mostra que, embora a indústria de jogos eletrônicos esteja fincando seus pés até na Faria Lima, ainda há um potencial gigante a ser explorado pelas empresas do país, que se tornou conhecido internacionalmente por oferecer profissionais altamente qualificados com um custo muito menor que o de lugares como EUA ou Alemanha.

Quem imaginou que um mercado considerado “infantil” anos atrás estaria hoje na vanguarda do crescimento econômico mundial? Se você tem algo pra falar sobre o assunto, compartilhe com a gente aqui porque a sua opinião é que nem videogame pra gente: um motivo de alegria e que vale muito.

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As falácias envolvendo o Bitcoin e ESG

À medida que o Bitcoin se consolida como uma alternativa concreta ao sistema financeiro tradicional, sua credibilidade vem sendo atacada nos meios de comunicação e redes sociais. Sejam as declarações emitidas por gente como Ray Dalio, um dos maiores gestores de fortunas do mundo, e Jamie Dimon, CEO do JP Morgan, ou tweets publicados por Elon Musk, CEO da Tesla, mais de 400 “sentenças de morte” e outras acusações já foram proferidas sobre a criptomoeda desde de 2010. Isso é o que aponta um levantamento feito pela 99 Bitcoins, que cataloga todas as declarações envolvendo a criptomoeda. Mas, afinal, o que é verdade e o que não passa de falácia nisso tudo?

Para responder a essa pergunta, conversamos com Cazou Vilela, Chief Marketing Officer do Zro Bank. 

Inicialmente, é preciso contextualizar as declarações vistas em publicações de toda parte. Por exemplo, muito se fala sobre o consumo de energia nas atividades de mineração e, embora várias dessas alegações sejam verdadeiras, quando analisadas mais detalhadamente, perdem sua força argumentativa. É o caso da afirmação de que a mineração global consome, anualmente, a mesma quantidade de energia que a Argentina. Inicialmente, a comparação traz em si um tom alarmista, mas quando colocada em contexto, vemos que seu peso diminui consideravelmente. “Essa é uma verdade, mas temos que lembrar que apesar de ser um país enorme, a Argentina possui uma densidade populacional baixa, então a declaração impacta, mas o volume não é assim tão alto”, argumenta Cazou. Outro grande problema é a inexatidão do que se publica. 

 

Elon Musk afirmou que a concentração de mineradores ao redor do planeta estava em países que não usavam “energia limpa”. No entanto, como pontua o executivo do Zro Bank, “China, Estados Unidos, Ucrânia, e até mesmo o Paraguai são, hoje, importantes centros de mineração no mundo, porque há uma abundância de energia, na sua maioria, renovável, produzida por hidrelétricas”

Em segundo lugar, ao compararmos a mineração de Bitcoins com outras atividades, fica claro o quanto das acusações sofridas pela criptomoeda concernentes aos seus impactos ambientais não se sustentam. Tomemos, como exemplo, a indústria gamer que “consome dez vezes mais energia em um ano do que as atividades de mineração do Bitcoin. Não é por isso que devemos extinguir essa forma de entretenimento”, pondera Cazou. 

A situação fica ainda mais crítica quando analisamos o sistema financeiro tradicional. “Além da energia elétrica, ainda seria possível questionar o uso do papel-moeda e até a toxicidade das tintas usadas nas impressões. Mas esquecemos desses detalhes porque este já é um modelo estabelecido. Acredito que o Bitcoin e outras criptomoedas bem fundamentadas vêm sofrendo esse tipo de questionamento justamente porque despontam como uma alternativa real ao sistema que conhecemos há milênios”, afirma o CMO do banco digital.

Essas e outras imprecisões do mesmo tipo podem não parecer tão graves, mas contribuem fortemente para a disseminação de que o Bitcoin é uma moeda inimiga do meio ambiente. Tal injustiça para com a criptomoeda, que demanda um alto consumo de energia para se manter segura e, até certo ponto, rastreável, prejudica não apenas investidores, mas a economia global como um todo. 

Contudo, é preciso salientar que todas essas críticas, ao contrário do que possa parecer, são fundamentais para a evolução do Bitcoin. É por conta delas que a criação do Conselho de Mineração de Bitcoin (BMC) aconteceu. O BMC, que contempla executivos de empresas como Argo Blockchain; BlockCap; MicroStrategy e Riot, o fórum irá promover parcerias com os principais pesquisadores para coletar dados e educar o público sobre mineração de Bitcoin e melhores práticas de código aberto para mineradores, a fim de encorajar o crescimento do setor, além de promover, cada vez mais, o uso de energia limpa na rede. O BMC “trará mais informação dessa atividade (mineração) no mundo todo e vai fomentar boas práticas para os grandes players”, finaliza Cazou.

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O amor pelo futebol tem preço. E é em criptomoedas.

O ano de 2020 não foi, como podemos dizer, um presente para os cofres dos clubes de futebol. Seja na Itália, Japão ou Uruguai, a pandemia da COVID-19 causou mudanças nos orçamentos dos times, que, como outras atividades cuja maior parte da renda vem de eventos com público presencial, viram suas receitas diminuírem com o cancelamento de partidas ou a realização de jogos sem torcedores nos estádios. A saída encontrada por alguns deles para gerar uma renda extra foi tão criativa quanto os dribles que nos acostumamos a ver nos gramados: as criptomoedas.

Sabe aquelas músicas que tocam após os gols ou postagens que viralizam nas redes sociais dos clubes? Pois é. Alguns times estão oferecendo-os como tokens para que torcedores possam comprá-los. E antes que você pense que essa iniciativa é coisa de time pequeno e sem patrocínio ou caixa, saiba que o Manchester City, Milan e a seleção da Argentina são exemplos de equipes que já adotaram esse novo modelo de negócio. Ah, e a “Fúria”, vulgo seleção espanhola, também já manifestou seu desejo de adotar essa solução. 

O amor pelo futebol tem preço. E é em criptomoedas.

Mas, nem todos os envolvidos parecem estar contentes com essa alternativa encontrada pelos times. Eles esqueceram de perguntar se os torcedores concordam com isso. Ao que parece, não. Para quem torce, o que deveria ser paixão e prazer está se tornando um negócio cada vez mais caro de se fazer parte. Sem contar que os tokens podem sofrer com volatilidade e alterações sem aviso prévio, que não acompanham, necessariamente, o desempenho de um time.

E você? De que lado fica? Pensa que os times só estão buscando alternativas de manter o caixa abastecido ou acha que os clubes estão tentando inovar e surfar na onda das criptomoedas para aparecer na mídia? Conta pra gente!

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Menos viagens, mais café: pesquisa mostra hábitos de trabalho pós-pandemia

Seja por fatores externos como pragas, revoluções e catástrofes ambientais ou pelas mudanças de comportamento, anseios e sistemas sociais, de tempos em tempos, as sociedades “dão pau”. Em comum, a extinção de um mundo que ficará apenas nos registros da história e o nascimento de um novo zeitgeist (que significa modinha em “Instagramês”).

A popularização do consumo de café, assim como dos locais onde ele era ofertado, mudou, drasticamente, o panorama intelectual da Europa e, consequentemente, do futuro da história da humanidade. No lugar de ébrios cujos espíritos estavam impregnados de vícios, surgiram mentes estimuladas, que se reuniam nas casas de café para ler ou ouvir as notícias do dia e discutir assuntos relevantes para as sociedades nas quais estavam inseridas. Não à toa, historiadores associam esse período, séculos XVII e XVIII, à era da iluminação.

E o que o café tem a ver com a pandemia? O levantamento COVID-19 Consumer Research, pesquisa global da Accenture realizada com 9650 pessoas de 19 países, entre fevereiro e março de 2021, indicou que, além de se reinventar, as empresas deverão se ater às mudanças de hábitos tanto dos seus funcionários como dos seus consumidores. De acordo com a entrevista, 79% das pessoas ouvidas descobriram que, para se trabalhar “no passinho”, nem no escritório e nem em casa servem. Para mais da metade deles, pagar 100 dólares por mês para passar o expediente em algum café, bar, hotel ou outro local com espaço dedicado é uma ideia que não enfrenta resistência. Devem ter chegado à conclusão de que ficar sozinho é bom, mas ficar isolado enlouquece qualquer um.

Menos viagens, mais café: pesquisa mostra hábitos de trabalho pós-pandemia

 

Além disso, fazer viagens internacionais a negócios é um outro costume que deve cair em desuso. Com todo mundo amarrado um ao outro (conectado era quando a gente podia esperar um dia para receber uma resposta por e-mail) e o aperfeiçoamento das ferramentas de “meetings online”, menos gente está disposta a passar o perrengue de comer em aeroporto e cochilar em táxis. Por conta disso, o setor de viagens e hospitalidade está, neste momento, aprendendo a lidar com uma coisa chamada “pragmatismo criativo”, algo ainda desconhecido por nós, mas que deve ser parecido com um belo “te vira”.

E você? Se deu bem com o home office? Quer sair pra comprar um cigarro e não voltar pra casa nunca mais? Sente falta daquele talk-show na copa da empresa? Não dispensa um bom espresso e um wi-fi de brinde? A gente te entende. Te convidamos a expressar todos os seus sentimentos nos comentários.

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Aos poucos, o reconhecimento merecido

A madrugada do último dia 09 tem tudo para se tornar uma data histórica para a comunidade de criptomoedas. Neste dia, foi aprovada pelo Congresso de El Salvador, a Lei do Bitcoin. A primeira do gênero a ser deferida, em âmbito legislativo, numa nação oficial.

Com apenas 16 artigos e mirando na regulamentação do Bitcoin como moeda de curso legal, a Lei é, por incrível que pareça em termos de governos, um dispositivo que dá sustentação legal ao sonho de toda criptomoeda: ser “irrestrita, com poder liberatório e ilimitada em qualquer transação”, como afirma um trecho do artigo 1 da norma referida.

Ainda que criticada pela forma urgente com que foi discutida e aprovada (claro, toda ideia inovadora é muito perigosa, necessita ser discutida por especialistas, durante períodos intermináveis, e não precisa atender às necessidades para as quais foi concebida em primeiro lugar), a homologação da “Lei do Bitcoin” coloca El Salvador num local privilegiado para a atração de investimentos estrangeiros e serve ainda de laboratório para que outras nações estudem as implicações, no âmbito econômico, relativas à volatilidade da moeda no mercado internacional. O projeto, apresentado pelo próprio presidente Salvadorenho, Nayid Bukele, ainda prevê alternativas fornecidas pelo Estado, como a “conversibilidade automática e instantânea do bitcoin para dólar caso deseje”. 

Com 22% do PIB oriundo de remessas enviadas por salvadorenhos no exterior (e perspectiva de que esse número aumente em anos futuros), além de uma população altamente desbancarizada, El Salvador enxerga no Bitcoin, com razão, uma forma de dinamizar a sua economia e estimular a circulação interna de riqueza. Nada mal para o menor país da América Central, hein?