Categorias
Dicas do Zro Educação Financeira

O que é a Taxa Selic e como ela influencia seus investimentos?

No nosso cotidiano, estamos constantemente sendo expostos a diferentes termos e conceitos que podem parecer coisa de “outro mundo”. Quando estamos falando do mercado financeiro, este conceito é levado para outro nível. O que é a Taxa Selic, afinal?

O mundo das finanças possuiu seu próprio dialeto, que parece ser feito exatamente para excluir os leigos e curiosos de algumas das principais oportunidades do mercado. Contudo, barreiras existem para serem quebradas.

Entre os termos mais pertinentes do universo financeiro está a Taxa Selic, a taxa mais importante para a economia brasileira, mas que em muitos casos tem papel discreto no cotidiano da população.

Como ela funciona, na teoria e na prática, é o que veremos a seguir.

O preço do risco: o que é a Taxa Selic

Primeiramente, antes de entender o que é a Taxa Selic e qual o seu papel no mercado, você precisa estar com o preço do risco na ponta da língua.

Já ouviu falar que “todo mundo tem um preço”? Esse ditado popular nos ajuda a entender melhor o conceito de precificação de risco, que é o conceito mais básico por trás da Taxa Selic.

O que é a taxa selic? Entenda!

Quando falamos de risco no mercado de capitais, estamos falando de perdas financeiras. E, infelizmente, no mercado financeiro e na bolsa as perdas existem aos montes: depreciação, desvalorização, oneração e até mesmo o famoso “calote”.

Assumir um compromisso fiscal possui sempre duas pontas e você certamente não quer estar do lado perdedor. Contudo, em uma relação financeira (seja ela qual for), algum risco sempre precisará ser assumido.

Por exemplo, quando uma instituição bancária realiza um empréstimo a uma pessoa física, ela está mais do que ciente do risco existente de que o contratante não honre com a sua dívida.

Para se proteger destes casos, os juros são cobrados. Uma forma de amenizar o risco ao qual a instituição está exposta de perder o recurso.

Se todo mundo tem um preço, com o dinheiro não seria diferente e o juro é o preço que você paga por isso.

Essas relações são extremamente comuns no mercado financeiro, já que os juros são o meio mais simples de se “comprar” dinheiro e de se fazer o mercado girar.

A taxa de juros (nem tão) universal

Neste sentido, não seria interessante uma taxa universal de juros para definir uma meta de quanto deve ser o preço por tomar um empréstimo?

A Taxa Selic trabalha neste conceito, ao traçar uma taxa básica de juros para as principais atividades da economia brasileira. Vale lembrar que a Selic é a Taxa do Brasil, portanto, demais países possuem suas respectivas taxas de juros.

O que é a taxa selic? Entenda!

O termo Selic é uma abreviação para o Sistema Especial de Liquidação e Custódia, que é um mercado virtual em que os títulos são negociados diariamente por instituições financeiras.

Nesse sentido, ela reflete os empréstimos de curto prazo (de um dia para outro) negociados entre os bancos.

Entretanto, é importante destacar que apenas o Banco Central e instituições financeiras têm acesso a esse espaço e não é aberto a pessoas físicas.

De forma mais simples, o valor da Taxa Selic indica quanto o governo paga de juros para as instituições financeiras que compram títulos públicos (dívida do governo) do Tesouro Nacional.

O que é a Taxa Selic, na prática

Mas como este conceito funciona na prática do mercado e até mesmo afetam seus investimentos? A resposta é: Política Macroeconômica.

Infelizmente, voltamos ao “economês”, mas este conceito não é nenhum monstro de sete cabeças.

Sabemos que vivemos em uma economia e ouvimos por aí diversas expressões como: “a economia está em crise” ou algo como “precisamos voltar a crescer nossa economia”. Mas você sabe como isto é feito?

A Política Macroeconômica tem o papel de definir as metas para uma economia, como conter a inflação ou aumentar o consumo da população. E a principal ferramenta para tirar estes conceitos do papel é a Taxa Selic.

Ao definir uma Taxa Básica de Juros, a política estabelece tendências. Por exemplo, em um cenário de inflação alta, como o que estamos vivendo, os juros sobem.

A alta dos juros torna mais caro para se investir e isso afeta toda a cadeia de produção, além de alimentar o debate entre o investimento especulativo e o produtivo.

Tomemos um exemplo mais prático: a Bolsa de Valores. Investidores estão cientes de que as ações são títulos de renda variável. Logo, estão diretamente expostas ao risco da volatilidade do mercado e da perda de recursos.

Se a Selic está alta, os títulos de renda fixa terão uma maior taxa de rentabilidade, pois estão seguindo a taxa básica de juros. A partir do momento que a renda segura dos títulos passa a rentabilidade da renda variável… O caos começa no mercado de ações, e pode começar também diretamente no seu bolso.

Investidores tiram seu capital da produção (empresas) e levam para e especulação (títulos). Isso em si gera um efeito dominó na economia em geral e, em algum momento, vão afetar os demais indicadores.

Afinal, se as empresas tem menos recursos para produzir, a produção nacional cai, o PIB segue o indicador, e o efeito dominó se reinicia.

A Taxa Selic representa a linha de frente destes movimentos, por isso estar atento à sua meta e entender sua real aplicação no “dia-a-dia” do mercado financeiro é um dos primeiros passos a serem tomados antes de se jogar de cabeça no universo dos investimentos.

Por fim, se você quer entender ainda mais sobre a Taxa Selic, sua relação com o mercado e com a Bolsa de Valores, não deixe de acessar o Guia do Investidor. Para isso, basta clicar aqui.

 

Autor: Leonardo Pereira | LinkedIn

Graduado em Economia e colaborador do Guia do Investidor

Categorias
Educação Financeira

Bolsa de Valores: como uma empresa é listada?

O mundo empresarial representa uma parcela importante do cotidiano de todos nós. Afinal, as grandes corporações estão por toda parte, presentes como uma parte vital para o bem-estar da economia global. Mas independente do impacto que possuem, todas as empresas precisam de um lugar para chamar de lar. E ele existe: a Bolsa de Valores.

O mercado de capitais possui seu próprio ecossistema. E, assim como na natureza, as empresas precisam seguir à risca uma série de regras para “sobreviver”.

No entanto, este processo muitas vezes passa desapercebido pela grande maioria das pessoas, e até mesmo vive no imaginário de quem não tem muito contato com essa vertente do mercado.

Por isso, não é surpresa existir a dúvida: “como uma empresa entra na Bolsa de Valores?” É o que veremos a seguir.

Bolsa de Valores: as empresas e o mercado

Primeiramente, se torna necessário entender o porquê de uma companhia resolve entrar na Bolsa de Valores.

Quando estamos falando de companhias que buscam estar no mercado de capitais, estamos falando de empresas que desejam por algum motivo (seja ele qual for) fazer manobras com o seu capital social.

Como uma empresa entra na Bolsa de Valores?

O capital social é a precificação do montante do investimento necessário para abrir a empresa, somada com sua capacidade de geração de caixa a longo prazo.

No entanto, na maioria das vezes este capital precifica um valor especulativo, e não realmente valor em caixa. E é exatamente nesse momento se enquadra a Bolsa de Valores.

Simplificando o “economês”, o capital social representa o valor de mercado de uma companhia. Assim, as ditas manobras exemplificam movimentações que usam este capital como um recurso.

As empresas e o capital

Sabemos que para estruturar suas operações, qualquer companhia precisa de fluxo de caixa. E quando uma empresa precisa levantar recursos, rapidamente pensamos em duas opções: capital próprio ou capital de terceiros.

O pensamento de uma pessoa física nesse tipo de caso ajuda a entender o cenário. Afinal, se eu não tenho dinheiro para honrar meus compromissos, preciso de um empréstimo.

No entanto, para as grandes corporações buscar estes recursos de terceiros (principalmente dos grandes bancos) pode gerar uma oneração ainda maior, e um alongamento do endividamento.

Neste momento, o que deveria ser uma solução se torna um novo problema. Então, as empresas buscam o capital próprio, que representa tirar o dinheiro do “próprio bolso” para financiar suas operações.

Agora, você deve estar se perguntando: “então, como a empresa vai financiar as operações com capital próprio se não existe capital?”

A Bolsa de Valores e o capital

Logo, se o capital próprio representa o capital da entidade, então o capital empregado pelos seus sócios também entra neste cálculo. E se você vai “se emprestar” dinheiro, vai cobrar “de você mesmo” a menor taxa possível não?

Uma companhia busca uma abertura de capital, pois representa uma das maneiras mais saudáveis para se buscar novos financiamentos.

Afinal, a entrada de novos sócios traz os recursos necessários para as operações e é “bem mais barata” que o financiamento direto provindo de terceiros.

Ao disponibilizar para a compra o capital social de uma companhia, a mesma está oferecendo uma série de direitos ao seu comprador, que agora detêm uma parcela (na grande parte dos casos) ou a integralidade deste capital.

IPO: como uma empresa entra na Bolsa de Valores

Na visão do “novo sócio” (ou simplesmente investidor), entrar no negócio também é interessante, pois ao adquirir uma parcela do capital, você ganha direitos sobre o lucro da companhia.

Além disso, em casos de empresas com boas perspectivas de retorno, o lucro deste investimento pode ser bastante tentador. O que leva diariamente milhares de pessoas físicas para a Bolsa de Valores.

Portanto, a Bolsa de Valores é a ligação existente entre as empresas que estão buscando novos sócios com pessoas que possuem recursos e desejam investir.

Como uma empresa entra na Bolsa de Valores? Entenda o IPO

Assim, com a decisão de entrar na Bolsa tomada, uma empresa parte em busca de seu processo de IPO.

A sigla IPO representa o termo em inglês Initial Public Offering, ou simplesmente oferta pública inicial. O IPO marca exatamente o momento em que uma companhia realiza a listagem pública de seu capital social em alguma Bolsa de Valores, onde o capital é desmembrado na forma de ações.

Assim, investidores que se dispõem a comprar estas “fatias” da companhia se tornam sócios, ou (como o mercado gosta de falar) acionistas.

IPO: como uma empresa entra na Bolsa de Valores

É exatamente nesta parte que as maiores questões burocráticas “brilham” e retiram a dinâmica do processo. Em alguns casos, um IPO pode demorar até 3 anos desde a data de seu pedido inicial de abertura de capital, até a efetiva negociação dos papéis na bolsa.

É importante também que o investidor se atente a análise fundamentalista da empresa.

Se você ainda está curioso para entender mais as nuances do processo de IPO, e as exigências da Comissão Valores Mobiliários para empresas que desejam entrar na bolsa, no Guia do Investidor existe um guia completo sobre IPO

Autor: Leonardo Pereira | Linkedin

Graduando em Economia e colaborador do Guia do Investidor

Categorias
Dicas do Zro Educação Financeira

O que é liquidez no mercado financeiro?

liquidez_no_mercado_financeiro_1

A liquidez no mercado financeiro está ligada à facilidade de vender ou comprar um ativo. Normalmente ações que possuem muitas negociações diárias e contam com muitos interessados, são mais fáceis de negociar.

Devido à grande quantidade de negociações, essas ações e até as criptomoedas, são mais líquidas do que outras. Já uma ação com pouca liquidez, geralmente é pouco negociada, sem que haja muitos investidores dispostos a comprar ou vender.

À primeira vista, o fato de uma ação ser mais ou menos negociada não sugere riscos, mas é algo que deve ser considerado antes do investimento.

O fato de uma empresa ser mais negociada ou não, pode comprometer o investimento e gerar riscos relevantes à carteira do investidor, já que pode comprometer a velocidade na liquidação das posições no mercado financeiro.

liquidez_no_mercado_financeiro_2

Vantagens de ações com liquidez

Ações que possuem boa liquidez são muito negociadas na bolsa. Devido a grande quantidade de interessados em comprar e vender, os preços dessas ações não costumam registrar muita volatilidade.

A volatilidade é algo relacionado à liquidez. Ações que possuem baixa liquidez e, portanto, possuem poucos negócios, costumam registrar grandes saltos em seus preços.

Essas variações podem ser tanto para cima quanto para baixo. Desse modo, ações mais líquidas costumam ter menos oscilações bruscas. Fato que ajuda o investidor e a carteira.

Outra vantagem das ações com liquidez está na facilidade de compra. Como os preços não oscilam tanto, além de conseguir adquirir o ativo por um bom preço, é possível comprar quantidades maiores, caso seja do interesse.

Desvantagens e ações com liquidez

Ao acessar ativos de maior liquidez, o investidor dificilmente verá uma grande movimentação de alta em curto espaço de tempo, por exemplo.

Ações que possuem pouca liquidez podem gerar grande valorização em questão de dias. Essa volatilidade é provocada pela pouca quantidade de negócios.

Vale destacar que a baixa liquidez pode estar ligada à procura quanto à oferta. Ou seja, se existem poucos investidores propensos a vender o ativo e centenas a comprar, é natural que o preço dispare, uma vez que a força de compra é gigantesca.

Assim, os investidores que procuram grandes valorizações, terão que focar suas atenções em ativos de menor liquidez, ou aguardar mais tempo para que os ganhos ocorram com ações mais líquidas.

Liquidez e risco no mercado financeiro

O investimento no mercado financeiro já é considerado algo arriscado, mas existem formas de mitigar o risco.

Uma forma é procurar boas ações com liquidez no mercado financeiro. Como a liquidez está atrelada ao fato do investidor conseguir vender e comprar mais facilmente o ativo, investir em tais ações é uma solução para melhorar a segurança da carteira.

Vale mencionar que a liquidez também ajuda na redução de volatilidade do preço. Com muitas pessoas comprando e vendendo, o valor da ação, docilmente vai oscilar muito.

Portanto, construir uma carteira diversificada, com boas ações líquidas, vai ajudar a reduzir os riscos de eventuais volatilidades do mercado.

Para analisar empresas que possuem boa liquidez na bolsa, é importante analisar o home broker.

Dentro do home broker, o investidor tem condições de analisar a quantidade de negociações que uma ação registrou no dia, até aquele momento, e o volume financeiro movimentado.

Com essas informações, o investidor pode comparar a liquidez dos ativos contra outros. Ações como a Petrobras e Vale do Rio Doce costumam figurar entre as mais líquidas da bolsa. Portanto, o investidor pode pegar essas ações para comparar.

liquidez_no_mercado_financeiro_3

Índices que consideram a liquidez

A liquidez também é utilizada como forma de parâmetro, na hora de formar índices de ações. Um índice que utiliza a liquidez das ações como um dos principais parâmetros é o IBRX-50.

As ações que fazem parte do IBRX-50 são as 50 ações mais negociadas da bolsa de valores. Atualmente, o topo do índice é ocupado pelas seguintes empresas:

  • Vale do Rio Doce – VALE3;
  • Petrobrás – PETR4;
  • Petrobrás – PETR3;
  • Itaú Unibanco – ITUB4;
  • Bradesco – BBDC4;
  • B3 – B3SA3;
  • Ambev – ABEV3;
  • Banco do Brasil – BBAS3;
  • JBS – JBSS3;
  • Itaúsa – ITSA4.

Ainda existem outras variações do índice IBRX. Por exemplo, há o IBRX-100 que conta com as 100 ações mais negociadas da bolsa.

Os índices sofrem alterações periodicamente. Assim, as empresas que fazem parte, podem sofrer redução de participação, aumento, ou serem retiradas do índice.

liquidez_no_mercado_financeiro_4

O que fazer no mercado financeiro?

Investir no mercado financeiro requer conhecimento e estudo. Além de analisar as ações que existem no mercado, o investidor precisa avaliar a liquidez dos ativos.

Já pensou um lojista comprar um produto cujo interesse pelo público não há? Em uma situação assim, aquele produto vai ficar à venda por muito tempo, sendo que o lojista, provavelmente, terá que reduzir o preço e inclusive perder dinheiro com a venda.

Para evitar isso, o investidor precisa fazer uma boa avaliação da liquidez dos ativos. Comprar boas ações que contam com muitos negócios diários é uma solução.

Ao adquirir ações de grande liquidez, o investidor consegue mitigar parte dos riscos de uma eventual volatilidade do mercado.

Construir uma carteira diversificada, com diversas ações líquidas, vai ajudar ainda mais na redução de volatilidade.

Agora se o investidor procura ganhos acima da média, com alta volatilidade, as ações de menor liquidez são ótimas opções.

Devido a baixa quantidade de negócios, essas ações podem registrar forte valorização em questão de dias.

É importante destacar que a baixa volatilidade, também pode causar forte desvalorização, por isso, o mais sensato, é investir em ativos mais líquidos. 

Categorias
Dicas do Zro Educação Financeira

O que é análise técnica e análise fundamentalista?

o-que-e-analise-tecnica-e-analise-fundamentalista3

O mundo dos investimentos pode ser um lugar assustador para iniciantes, repleto de termos complicados que parecem terem sido feitos exatamente para afastar a grande massa deste universo tão importante para a economia atual, o que levanta o questionamento: o que é análise técnica e análise fundamentalista e para quê servem?

No entanto, o crescente interesse dos últimos anos tem trazido cada vez mais pessoas para este mercado, onde muitos destes desafios ainda precisam ser superados. 

Para facilitar a vida dos “novos investidores” que aspiram em se tornar grandes analistas de mercado, existem algumas técnicas que estabelecem padrões de recorte e de análise, considerados ideais para entender se determinados ativos realmente valem a pena. Vamos saber mais sobre eles.

o-que-e-analise-tecnica-e-analise-fundamentalista2

Análise Técnica e Análise fundamentalista: definição

Quando estamos falando do mercado de capitais, sobretudo envolvendo especificamente ações, o processo de análise passa basicamente por dois pontos estratégicos que se dividem em duas técnicas de análise: a Análise Fundamentalista e a Análise Técnica.

A Análise Técnica se resume a pragmática de análise de gráficos. Há quem defenda a utilização dessa teoria de análise principalmente quando a estratégia de investimentos envolve o foco no curto prazo, como no casos de Day Trade ou Swing Trade

o-que-e-analise-tecnica-e-analise-fundamentalista1

Mas se você quiser realmente entender o movimento do mercado de ações visando o longo prazo, é preciso dominar a Análise Fundamentalista.

A Análise Fundamentalista aponta os indicadores e fundamentos das companhias listadas no mercado. 

Assim, essa técnica busca utilizar indicadores operacionais e desempenho de uma empresa para realmente expor se determinada companhia está ou não por um preço atraente no mercado de ações. 

Basicamente, um analista fundamentalista tenta identificar o potencial de crescimento do lucro da empresa no futuro, porque, em geral, é isso que leva suas ações a valorizar no mercado.

No entanto, não é somente o desempenho interno e operacional destas empresas que vão confirmar se determinadas ações irão valorizar. 

Entre o que movimenta as precificações de mercado, estão outros fatores como o momento macroeconômico (que indica as expectativas gerais da economia doméstica e global) além da análise setorial, que também aponta índices de desempenho para determinados setores e que afetam o desempenho das suas ações favoritas.

O caminho para se tornar um bom investidor certamente não é simples, mas existem atalhos e truques para desenvolver suas técnicas de análise. 

Portanto, não deixe de acessar o Guia do Investidor, onde existem dicas e tutoriais para você entrar no mundo dos investimentos e das análises.

o-que-e-analise-tecnica-e-analise-fundamentalista

Autor: Leonardo Pereira | Linkedin

Graduando em Economia e colaborador do Guia do Investidor

Categorias
Dicas do Zro Educação Financeira

O que são Dividendos? Saiba como funciona a renda passiva

Se você ainda é um aspirante a investidor, talvez já tenha ouvido falar da arma favorita dos rentistas: os dividendos.

Os dividendos são um dos mecanismos mais populares do mercado de capitais e permitem a seus investidores alcançarem a tão sonhada renda passiva. Mas você realmente sabe como esta estratégia de investimento funciona e como aplicar em seu cotidiano como investidor?

o_que_sao_dividendos

O que são dividendos?

Primeiramente, a pergunta mais pertinente a ser explicada é o que realmente é um dividendo? Se você trabalha em alguma firma, aposto que já recebeu o famoso PL no final do ano, também conhecido como Participação nos Lucros.

Os dividendos partem do mesmo princípio, contudo, representam a distribuição do lucro (ou parte dele) aos acionistas de uma empresa.

De acordo com a Lei das S/As de 1976 (Lei nº 6.404), as empresas listadas na Bolsa de Valores que tiverem lucro líquido devem distribuir uma porcentagem dele entre os seus acionistas.

o_que_sao_dividendos_3

Contudo, vale lembrar que as empresas não atuam sobre uma porcentagem fixa desses dividendos. Por isso, é preciso saber quais empresas estão pagando mais dividendos.

Em geral, as empresas brasileiras costumam distribuir 25% do lucro como dividendos. Mas existem exceções, tanto em empresas que pagam mais, quanto companhias que pagam valores ínfimos.

No Brasil, as empresas geralmente pagam dividendos trimestralmente. Contudo, também há casos que pagam mensalmente ou semestralmente.

O conselho de administração de uma empresa deve aprovar cada dividendo. Em seguida, a empresa anunciará quando o dividendo será pago, o valor do dividendo e a data do ex-dividendo. Você pode ficar de olho nisso conferindo uma Agenda de Dividendos.

O que são dividendos

Como o processo de dividendos funciona?

A princípio, os dividendos funcionam da seguinte forma: quando uma pessoa compra ações de uma companhia, ela passa a ser “sócia” do negócio – ou, como é popularmente chamado, acionista.

Como acionista, ela ganha o direito de receber parte do lucro líquido da empresa de acordo com a quantidade de papéis que ela possui. Essa distribuição acontece por meio dos dividendos e é uma forma de atrair investidores.

Um dos pontos favoritos dos investidores em relação a eles, passa pela tributação. Afinal, como os dividendos representam a distribuição do Lucro Líquido de uma empresa, quer dizer que os dividendos já estão livre de impostos.

Afinal, a companhia que está distribuindo já pagou por suas tributações no processo contábil que gerou o lucro líquido de impostos.

No entanto, como estamos focando na visão dos investidores, e não das companhias, vamos falar do que realmente interessa: as estratégias de renda passiva. 

O que são dividendos

Como usar dividendos para gerar renda?

Portanto, como explicado, as empresas estão regularmente distribuindo seus lucros para seus acionistas através dos dividendos. Então, existem duas maneiras de aumentar sua renda ao possuir um ativo que pague dividendos.

O primeiro método é através do mercado de ações. Afinal, ao vender um título em mercado secundário por um preço maior que o inicial, toda a diferença positiva irá diretamente para seu bolso. No entanto, se você está buscando renda passiva, essa estratégia de “trades” não é para você.

Se a renda passiva é ver o “monte” aumentar sem precisar efetivamente de uma gerência mais direta, você precisa comprar e manter as ações que pagam dividendos.

Desse modo, para escolher as ações ideais para a sua carteira de dividendos, você precisa observar dois pontos: o dividend yield e o histórico de pagamentos da companhia.

O que são dividendos

Dividend Yield

Como sempre, o mercado financeiro adora um “estrangeirismo” e adota termos em inglês. Mas o entendimento desde termo é bastante simples. O Dividend Yield representa um indicador que mede o rendimento de uma ação apenas com o pagamento de dividendos.

Ele é calculado na forma de uma taxa que relaciona os proventos distribuídos pela empresa e o preço das suas ações negociadas na bolsa de valores. Os dividendos, é bom lembrar, representam a parcela do lucro líquido que as empresas distribuem diretamente aos seus acionistas.

De forma bem grosseira, imagine o seguinte exemplo: uma ação está sendo negociada a R$ 100 e realizou um único pagamento de R$ 10 referente a seu ano contábil. O dividend yield dessa ação é de 10% a.a.

Ou seja, em um ano, você obteve um retorno de 10% sobre seu investimento inicial exclusivamente com os dividendos e ainda mantêm o papel de referência sobre sua posse.

O índice, no entanto, não depende da frequência de distribuição deste lucro e sim de quanto a empresa conseguiu lucrar no período. E também está ligado à necessidade de investimentos para a empresa cumprir seu plano de crescimento, o caixa que ela tem disponível e os valores mínimos de distribuição estabelecidos no Estatuto Social da companhia.

Portanto, seguindo o raciocínio, quanto maior for o indicador, maior será seu retorno em dividendos, mas existe uma “pegadinha”.

O que são dividendos

O histórico de pagamentos

Algumas empresas podem sim apresentar os maiores “yields” da bolsa, e ainda assim não ser uma das melhores pagadoras de dividendo do mercado. Afinal, a frequência de pagamento conta muito neste momento. Então, se você quer viver de sua renda passiva, você precisa de uma renda regular e que possa confiar.

Você pode conferir um bom exemplo disso no Guia do Investidor, que revela quais são as empresas que realmente são as melhores pagadoras de dividendos da bolsa brasileira.

Por fim, se você deseja saber mais sobre como funciona os dividendos, suas características e nuances, não se esqueça de clicar aqui para conferir um guia definitivo sobre o assunto.

 

Autor: Leonardo Pereira | Linkedin

Graduando em Economia e colaborador do Guia do Investidor

Categorias
Dicas do Zro Educação Financeira Inovação Institucional

Como abrir conta no Zro Bank? Passo a passo simples

Você tem interesse em abrir conta no Zro Bank, mas ainda tem dúvidas sobre como funciona o processo de cadastro? Vem que eu te explico como finalizar o cadastro em poucos minutos! Vamos lá?

Primeiro, vá até a sua loja de aplicativos (App Store ou Google Play Store) e busque por “Zro Bank”. Clique para baixar e aguarde.

Agora, com o app baixado, selecione a opção de “criar conta”, informe o seu nome e sobrenome e clique em “continuar”. 

Informe o seu telefone e, em seguida, o código será enviado (via SMS) para o número cadastrado. De posse desse código, volte ao aplicativo para a validação do seu telefone.

Leia os termos de uso e políticas de privacidade, sinalize que concorda e clique em “confirmar”. 

Após o cadastro, acesse o aplicativo usando o número do telefone cadastrado e a senha de, no mínimo, 8 caracteres. 

Escolha uma senha forte e informe seus dados

Para abrir conta no Zro Bank com ainda mais segurança, orientamos a escolher uma senha que deve variar entre letras maiúsculas e minúsculas e números, além de possuir caracteres especiais, como “@ # $”. Cumprir esses requisitos deixará a sua senha mais forte!

No canto inferior da tela principal, vai haver uma notificação para você concluir o cadastro.

Para finalizar, informe os seguintes dados: 

– Nacionalidade

– Nome completo (como nos seus documentos oficiais)

– CPF 

– Documento oficial com foto (RG, CNH, Passaporte ou RNE)

– Nome completo da sua mãe 

– E-mail 

– Data de nascimento 

– Profissão (se não encontrar na lista, pode selecionar a opção **não encontrou) 

– Renda mensal 

– Patrimônio 

– Endereço 

Verificação de identidade: faça uma selfie e foto do seu documento oficial

Selfie: como abrir conta no Zro Bank

Agora, vamos verificar se você é você mesmo, ok? Tire uma foto do seu documento oficial.

Se for da CNH, tire apenas uma foto com ela aberta. Caso seja RG ou Passaporte, você deve tirar duas fotos, sendo uma da frente e outra do verso.

DICA IMPORTANTE: caso você queira agilizar o processo de cadastro, indicamos a escolha da CNH como documento de identificação.

Hora da selfie! Tire uma foto do seu rosto, seguindo as seguintes dicas: procure tirar a selfie em ambiente iluminado, com fundo neutro, sem uso de óculos escuros e adereços. Isso vai nos ajudar a conferir se você é a mesma pessoa da foto do seu documento oficial, beleza?

Para abrir conta no Zro Bank, é fundamental que todas as informações, principalmente as fotos, estejam corretas, para garantir o sucesso do seu cadastro e evitar a solicitação de ajustes pela nossa equipe de cadastramento. 

Escolha o PIN e finalize a abertura de conta no Zro Bank

O processo de abrir conta no Zro Bank é bastante detalhado porque precisamos de informações obrigatórias, solicitadas pelas instituições regulatórias, para a criação da sua conta corrente conosco. 

Além disso, todas essas informações garantem a segurança dos seus ativos custodiados no nosso app, pois qualquer verificação de titularidade da sua conta será feita com base nelas. 

Verifique com atenção todas as informações para evitar erros ou rejeições. 

Por fim, escolha um PIN, que é a senha de 4 dígitos. Esta senha será sempre solicitada para confirmar qualquer transação que você fizer dentro app, como conversões de moedas e transferências via Pix.

Processo de cadastro finalizado! Agora, é só esperar no máximo 2 dias e você terá a resposta da nossa equipe de cadastramento informando sobre o cadastro aprovado ou rejeitado.

Caso o seu cadastro seja rejeitado por necessidade de ajuste de alguma informação, não se preocupe. Nosso time de cadastros irá te enviar uma notificação pelo app indicando quais os ajustes necessários para abrir conta no Zro Bank.

Ative sua conta e comece a usar os serviços do Zro Bank

Como abrir conta no Zro Bank

Após abrir conta no Zro Bank, você já poderá cadastrar as suas chaves PIX, realizar o seu primeiro depósito para solicitação do cartão.

Para solicitar o cartão, que é de graça, você precisa apenas ativar a sua conta, fazendo um depósito de R$ 20.

>> Leia também: O que é Bitcoin? Entenda como funciona a criptomoeda.

A partir da conta ativa, você já pode solicitar o seu cartão, sem nenhum custo, e começar a fazer conversões de criptomoedas em segundos! Além de serviços bancários com zero taxa, como emissão e pagamento de boletos e transferências via Pix. Demais, né? 

 

Categorias
Dicas do Zro Educação Financeira Sem categoria

Perfil de investidor: conservador, moderado ou arrojado?

Até onde você vai para lucrar? O limite entre o risco e a especulação tende a ser bastante tênue e varia de acordo com cada perfil de investidor. 

A Bolsa de Valores pode ser definida como uma verdadeira “terra sem lei” (ou terra de ninguém para os amantes de história).

Afinal, o mercado de capitais vive de suas volatilidades e tira recursos dos desavisados para pagar a valorização das carteiras de investimentos elaboradas por especialistas. Então, para evitar dores de cabeça, e principalmente rombos em seu bolso, você precisa saber a sua zona segura.

Se você é do time que “pularia da ponte” caso perdesse todos seus recursos no mercado, o mais seguro seria não arriscar estes recursos, não é mesmo? Portanto, antes de se entregar de vez à loucura do mercado financeiro, você precisa se entender: qual investidor você é?

A análise de perfil de investidor (API) é uma prática obrigatória no mercado financeiro quando se trata de investimentos que possuem algum tipo de risco e acontece em todas as instituições pertencentes ao ecossistema Ambima

Logo, esta geralmente é a primeira etapa de cadastro em instituições de investimentos, como bancos ou corretoras de valores. Mas o que exatamente é esta análise? Vamos entender a seguir.

Perfil de investidor: qual é o seu?

Análise de Perfil de Investidor (API)

O API consiste de um pequeno teste que busca entender o seu perfil de risco. Ou seja, o quão disposto você está a arriscar seus recursos, e claro, o quanto você precisa destes recursos. 

Pense no seguinte exemplo, temos dois tipos de investidores fazendo cadastro em uma corretora: um bancário, que busca aumentar a rentabilidade de seus investimentos, e um comerciante que busca acumular um pouco mais de recursos para sua reserva de emergência.

Estes dois investidores estarão abertos ao mesmo nível de risco? Eu acredito que não. Afinal, um bancário teria (teoricamente) mais conhecimento do mercado em geral e de seus produtos de investimentos, além de um maior apetite por investimentos mais rentáveis, pois busca acumular mais recursos.

Já o comerciante, talvez não possua tanta experiência com o mercado, e se busca uma reserva de emergência, claramente não está disposto a correr tantos riscos no mercado, e precisa de opções mais seguras para não sair no prejuízo.

A análise de API serve exatamente para enquadrar os diferentes tipos de pessoas em diferentes categorias de riscos. Assim, “evitando que surfistas que não sabem nadar peguem as maiores ondas”. 

Então sem mais delongas vamos aos perfis de investidor e descobrir onde você se encaixa. 

Existem três classes principais de perfis de investidor: Conservador, Moderado e Arrojado.

Para entender é bastante simples. As classificações começam em um menor nível de risco (Conservador) e vão para o maior risco (Arrojado). 

Como estamos falando do mundo dos investimentos, o perfil conservador representa investidores com menor apetite por riscos, e que evitam o mercado de renda variável, muitas vezes se concentrando apenas em títulos mais seguros, como os de renda fixa.

Perfil de investidor: descubra o seu

Para visualizar melhor, confira na tabela abaixo alguns dos investimentos recomendados para cada tipo de perfil de investidor:

Investimentos recomendados por categoria de investidor

  • Perfil Conservador:

  1. Tesouro Prefixado
  2. Tesouro Selic
  3. Certificado de depósito bancário (CDB)
  4. Letra de crédito imobiliário (LCI)
  5. Letra de crédito do agronegócio (LCA)
  6. Letra de câmbio (LC)
  7. Fundos DI
  8. Fundos de renda fixa
  • Perfil Moderado:

  1. Debêntures
  2. Debêntures incentivadas
  3. Certificado de recebíveis imobiliários (CRI)
  4. -Certificado de recebíveis do agronegócio (CRA)
  5. Fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC)
  6. Certificado de operações estruturadas (COE)
  7. Tesouro IPCA+
  8. Ações
  9. Fundos de ações
  10. Fundos de investimento imobiliário (FII)
  11. Fundos de índice (ETF)
  12. Fundos de Previdência
  • Perfil Arrojado:

  1. Fundos cambiais
  2. Fundos multimercado
  3. Fundos de investimento emparticipações (FIP)
  4. Certificados de depósitos de valores mobiliários (BDR)
  5. Mercado futuro (derivativos)
  6. -Opções
  7. Criptomoedas

 

Perfil de investidor: arrojado, moderado ou conservador?

Mas como descobrir seu próprio perfil de investidor? O teste de API é bastante simples e pode ser realizado em poucos minutos e em alguns cliques com uma rápida pesquisa em seu navegador de internet.

Independente do seu perfil de investidor, é possível começar a investir em criptomoedas sem precisar arriscar o seu patrimônio em um ativo de alto risco. Com o Zro Bank, é possível ganhar cashback em Bitcoin fazendo compras em Reais.

Por fim, se você realmente não sabe por onde começar, você pode conferir algumas das melhores opções de investimento para iniciantes no Guia do Investidor!

Autor: Leonardo Pereira | LinkedIn 

Graduando em Economia e colaborador do Guia do Investidor

Categorias
Dicas do Zro Educação Financeira Inovação

Investimento em Bitcoin: por onde começar?

Num primeiro momento, para uma pessoa que está fora deste mundo, iniciar os estudos necessários para começar um investimento em Bitcoin e compreender o mercado de criptomoedas pode parecer intimidador e confuso.

Se você for uma pessoa técnica, vai provavelmente procurar fundamentos tecnológicos no algoritmo da Blockchain que te gerem valor e justifiquem o aumento significativo de capitalização de mercado que o Bitcoin apresentou nos últimos anos.

Caso você seja uma pessoa que já investe em outros ativos, vai procurar estudiosos e influenciadores da sua confiança e observar suas opiniões sobre qual lugar o Bitcoin poderia ocupar na sua carteira de investimentos.

Agora, se você for uma pessoa que entende de economia, vai procurar investigar os fundamentos que regem a rede Bitcoin e quais espaços este ativo pode ocupar de forma micro e macroeconômica nos nichos financeiros: moedas fiduciárias, órgãos governamentais e grandes players, que possuem o respaldo e confiança de décadas de existência.

Todos esses tipos de análise são válidos mas limitados. Assim, para fazer uma análise mais completa do Bitcoin, é preciso costurar uma “colcha de retalhos” e agregar todos esses pontos de vista, mesmo que de forma superficial.

É possível citar todos os aspectos positivos de cada uma das análises citadas acima, porém, cada pessoa, com seu arcabouço de conhecimentos específicos, vai saber analisar à sua maneira a melhor forma de se posicionar neste ativo.

E quando você não se limita a uma única perspectiva e desenvolve seu senso crítico, buscando diversas fontes de informação, certamente não terá uma visão distorcida e tendenciosa da realidade.

Pensando nisso, elencamos neste artigo alguns fatores que vão te ajudar a entender mais facilmente que, no Bitcoin, há uma excelente oportunidade de investimento.

Como investir em Bitcoin com segurança? 5 fatores para observar antes de começar.

1. Entenda o básico da tecnologia blockchain

Investimento em Bitcoin: por onde começar?

O surgimento da tecnologia Blockchain, não só permitiu o funcionamento das criptomoedas de forma geral, mas também permitiu a modificação e adaptação desse sistema para atender diferentes indústrias.

Além de impactar na criação de novos produtos financeiros, a blockchain também trouxe melhorias para outros setores como logística, segurança da informação e saúde.

Não é preciso ter profundo conhecimento técnico em blockchain para iniciar um investimento em Bitcoin, mas compreender a tecnologia e o seu funcionamento, para além do mundo financeiro, vai te trazer uma segurança ainda maior na hora de fazer os seus aportes e também ao transacionar suas criptomoedas.

Essa importante base de conhecimentos tecnológicos vai te auxiliar também na gestão das informações sobre as suas chaves públicas e privadas, caso você faça a custódia das suas criptos.

2. Escolha uma corretora confiável para seu investimento em Bitcoin

Investimento em Bitcoin: escolha uma corretora confiável.

Semelhante aos demais investimentos, previamente, vale pesquisar quem está por trás da empresa onde você irá fazer o seu investimento em Bitcoin. Você sabe quem é o CEO e os demais diretores da exchange?

Pesquisar o currículo dessas pessoas, outros projetos com os quais elas estão associadas e o que elas já criaram no passado, são ótimas referências. Afinal, elas são as responsáveis pela maioria das tomadas de decisão dentro da empresa que está intermediando as suas operações.

A história da empresa como um todo também entra nesse mix de investigação da reputação da empresa. É importante saber, por exemplo, se ela já sofreu ataques cibernéticos e como isso foi resolvido. Matérias na imprensa e em canais de alta credibilidade também são fortes indicadores de que a empresa é confiável.

3. Acompanhe o histórico de preços do Bitcoin

Analisar o histórico de preços do Bitcoin tem relevância fundamental para o entendimento da volatilidade deste ativo. Você vai perceber que a cotação do Bitcoin obedece à lei da oferta e da demanda.

Inicialmente, não parece ser um fator importante, já que é uma característica que permeia outros ativos de alto risco, mas diferente de ativos tradicionais, o Bitcoin tem uma altíssima liquidez a nível global. Isso faz com que a percepção de valor se traduza de uma forma bem mais ágil na sua cotação.

Crises globais, restrições governamentais ao Bitcoin ou reservas de valor em território nacional, guerras, mudanças na regulação. Todos esses cenários são capazes de gerar um forte impacto no preço do ativo.

Além disso, o Bitcoin não tem período de fechamento, então, as oscilações mais fortes podem ocorrer, literalmente, a qualquer momento. Já que a criptomoeda não depende de horário comercial ou bancário para ser negociada.

Entender a volatilidade do investimento em Bitcoin é de suma importância para desenvolver uma estratégia lucrativa de negociação ao longo do tempo. Um ótimo exercício prático é simular pontos de compra e venda ao longo do tempo, calculando o resultado final e compreendendo as possibilidades de oscilações, dado o histórico.

4. Custódia de criptomoedas: onde armazenar os seus Bitcoins?

Investimento em Bitcoin: onde custodiar?

Era uma regra comum entre os primeiros negociantes de criptomoedas que esses ativos precisariam estar encarteirados sob custódia própria para que aqueles fossem, de fato, seus.

O grande receio dos investidores é de ficar exposto a ataques cibernéticos ou até mesmo sofrer golpes de players mal intencionados que nascem com o intuito de sequestrar esses valores ou utilizá-los para práticas financeiras ilícitas.

A custódia própria, porém, inclui o risco de perder ou esquecer as chaves privadas. Além disso, demanda investimentos que vão além da simples aquisição dos ativos, como a compra de hardware wallets e pagamento de taxas de transferência caso você queira transacionar suas criptomoedas via blockchain.

Hoje, já existem corretoras e bancos digitais sérios que fazem a custódia desses ativos seguindo um padrão de segurança tão elevado quanto o de bancos e corretoras tradicionais.

Na prática, a infraestrutura operacional aplicada nos bancos digitais que operam com ativos virtuais não é tão diferente daquela utilizada pelos grandes bancos. Ao optar por armazenar suas moedas nestas instituições, os investidores transferem a elas a responsabilidade da custódia.

Desta forma, todo o armazenamento dos ativos é gerido por equipes especializadas que dispõem dos melhores recursos tecnológicos para impedir uma invasão e recuperar algum acesso perdido.

Fazer seu investimento em Bitcoin e custodiar suas criptomoedas num banco digital ou corretora anula o risco de esquecer as suas chaves privadas e, consequentemente, perder de forma definitiva o acesso às suas criptomoedas.

5. Diversifique seus investimentos em criptomoedas

Investimento em Bitcoin: diversifique seu portfólio.

Uma prática amplamente conhecida por quem já opera com ativos de renda variável, com o intuito de reduzir o risco atrelado aos seus investimentos, é a diversificação da sua carteira.

Aportar em setores ou empresas que tenham um baixo nível de correlação, ou seja, que não possuem um comportamento semelhante de variação de preços, permite uma melhor equalização da rentabilidade esperada sobre a quantia alocada.

Essa mesma estratégia pode ser aplicada quando falamos de investimento em Bitcoin.

Por ser um ativo de alto risco, é interessante ter um pequeno percentual da sua carteira alocado em criptomoedas. Mas, caso o seu portfólio de investimentos esteja todo em criptomoedas, a dominância do Bitcoin pode se tornar um problema, já que fortes oscilações na cotação da principal criptomoeda geralmente impactam as altcoins, já que elas têm um alto grau de correlação.

Uma das formas mais conservadoras de aportar em criptomoedas é realizar compras sequenciadas para que se tenha um maior controle sobre o preço médio pago por aqueles ativos e aguardar a valorização no médio e longo prazo, acompanhando ciclos de cotação.

Quanto menor a janela de tempo para fazer seu investimento em Bitcoin, maior é o risco, já que as movimentações de compra e venda do ativo precisam ser mais intensas, o que incorre num grande investimento de tempo e sobriedade nas compras e vendas.

Investimento em Bitcoin: estude o mercado e a tecnologia por trás das criptomoedas

Agora que você já conhece critérios importantes para avaliar na hora de fazer o seu investimento em Bitcoin, é só continuar aprofundando os seus estudos e ajustar a sua estratégia de acordo com seus objetivos financeiros.

Lembre-se, a porcentagem relativa de investimento alocado em criptomoedas deve ser sempre proporcional ao seu conhecimento sobre este universo.

Curtiu o nosso conteúdo? Continue acompanhando o Blog do Zro e fique por dentro de tudo o que você precisa saber sobre criptomoedas, blockchain, finanças e a nova economia!

Categorias
Educação Financeira

Reserva de Emergência: o que é, como montar e onde investir?

Certamente, a independência financeira está entre um dos principais sonhos do brasileiro. Mas independente do quão próximo você esteja de alcançar esse objetivo, contar com uma reserva de emergência é uma etapa essencial dentro do processo.

Inclusive, vale dizer que isso ainda não é uma realidade comum para todas as pessoas. Podemos notar um exemplo disso com a pesquisa Raio X do Investidor, feita pela Anbima em parceria com o Datafolha, que foca em entender o perfil financeiro do brasileiro.

Conforme o levantamento, cerca de 69% dos entrevistados não guardam dinheiro e nem fazem qualquer tipo de investimento.

Nesse caso, um objetivo inicial válido para embarcar nessa jornada da independência financeira poderia ser a criação de uma reserva de emergência. Vamos entender mais sobre ela a seguir.

O que é uma reserva de emergência?

Ao longo da vida, é muito provável que tenhamos que nos deparar com certas situações que fujam do nosso controle e expectativas. São os chamados “imprevistos”.

A reserva de emergência se refere ao dinheiro que poupamos para lidar financeiramente com essas situações urgentes, como uma demissão inesperada, o surgimento de uma doença, um acidente, entre outros.

Como montar uma reserva de emergência?

Por meio dela, é possível gerar uma maior segurança para arcar com esses custos que podem surgir “de repente”. Assim, os problemas podem ser resolvidos sem gerar grandes impactos nas finanças pessoais.

De acordo com a educadora financeira Jennifer Gomes, a necessidade de estar preparado para essas situações faz com que a reserva de emergência seja recomendada para todo o tipo de pessoa, independente da faixa de renda.

“Justamente porque não conseguimos prever o que vai acontecer amanhã, daqui a uma semana ou no próximo mês, a reserva de emergência serve para suprir essa eventual necessidade, além de sabermos mais conscientemente que algumas coisas mudam de cenário. Uma das provas vivas disso foi a pandemia, onde inúmeras pessoas perderam seus empregos, enquanto outras tantas tiveram que lidar com metade do salário. Então, dentro desse tipo de cenário, que não imaginamos o que pode acontecer, mas existe uma possibilidade, é para onde a reserva de emergência serve”, diz.

Como montar uma reserva de emergência?

Para montar uma reserva de emergência, o primeiro passo é colocar na ponta do lápis quais são os seus custos fixos. Ou seja, todas aquelas despesas que você possui mensalmente, como moradia, conta de água, luz, internet, alimentação, entre outros.

Sabendo o resultado desse custo fixo, é possível determinar qual será a meta a ser alcançada na reserva de emergência.

Em geral, é recomendável que o valor destinado para uma reserva seja equivalente a seis meses do ano.

Reserva de emergência: primeiros passos.

Utilizando essa referência, por exemplo, uma pessoa que conte com renda mensal de R$ 3.000,00 e despesas fixas de R$ 2.000,00 deve colocar como objetivo um valor de R$ 12.000,00.

Mas vale dizer que isso não é uma regra específica e o período escolhido pode ser de menor, como 3 meses, ou maior, chegando a 12 meses. Tudo vai depender da sua realidade financeira e objetivos pessoais. A partir daí, basta determinar um valor para poupar mensalmente e seguir o plano.

Onde investir?

Uma outra questão importante para a reserva de emergência será o lugar ideal para deixar esse dinheiro. Em síntese, é preciso ter em mente três aspectos: segurança, rentabilidade e liquidez.

Nesse caso, as opções de investimento observadas devem apresentar um perfil de risco mais seguro e com rentabilidade acima da inflação, no mínimo.

A respeito da liquidez, ela se trata das condições para resgatar o valor depositado. Assim, quanto maior a liquidez, mais fácil é o resgate. Por se tratar de situações emergenciais, as opções de liquidez diária são as ideais.

Em conclusão, é preciso dizer que não é necessário ser severo pensando em poupar uma grande parcela da renda para alcançar a meta da reserva de emergência. Mesmo que aos poucos, o mais importante é cultivar a disciplina nas finanças para poupar recursos. Com esse hábito, se aprofundar nos investimentos pode se tornar uma experiência mais tranquila.

Texto escrito por Victor Rodrigues, redator no Guia do Investidor e formado em Economia pela PUC-SP.

Categorias
Dicas do Zro Educação Financeira Inovação

O que é Bitcoin? Entenda como funciona a criptomoeda

Parece que todo mundo resolveu falar sobre Bitcoin e você não sabe nem por onde começar? Vem comigo que neste artigo vou te explicar de forma simples o que é Bitcoin.

O Bitcoin é a primeira criptomoeda. Todas as outras criptos surgiram depois, com características e propósitos diferentes. Mas, voltando ao que te interessa, uma das principais características do Bitcoin é que ela funciona de forma descentralizada.

Por isso, o sistema que deu origem ao Bitcoin, chamado blockchain, permite que as transações com a criptomoeda sejam feitas de forma livre e independente por qualquer participante, sem que estes dependam de qualquer intermediário.

Dentro da blockchain do Bitcoin, é possível enviar e receber criptomoedas de um ponto a outro da rede, de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora. 

O que é Bitcoin? Conheça os atributos básicos da blockchain do Bitcoin

O que é Bitcoin? Entenda como funciona a primeira criptomoeda

  1. Escassez e portabilidade

A blockchain do Bitcoin foi programada para que um número limitado de unidades da criptomoeda (21 milhões) possa ser emitido, na atividade chamada de mineração.

Os mineradores são pessoas que emprestam altíssimo poder computacional para que a rede funcione, as transações sejam validadas e novas moedas sejam emitidas. 

Nos primeiros anos após a fundação da blockchain, o minerador podia emitir 50 novas unidades de Bitcoin a cada bloco minerado. Mas o sistema é programado para que, a cada 210 mil blocos minerados na rede, a recompensa caia pela metade. 

Esse fenômeno, que acontece a cada 4 anos, é chamado de halving do Bitcoin. Hoje, um minerador pode emitir 6,25 Bitcoins por bloco minerado. 

O próximo halving está previsto para acontecer em 2024 e estima-se que todas as 21 milhões de unidades da criptomoeda sejam mineradas até 2140.

Além da escassez, que fez o Bitcoin ser considerado o ouro digital, a criptomoeda ainda agrega atributos importantes como a portabilidade.

Em oposição ao metal precioso, é possível movimentar grandes volumes de Bitcoin a qualquer distância, com menor custo, maior segurança e maior agilidade.

  1. Reserva de valor

Na visão de muitos investidores experientes, o Bitcoin é classificado como um criptoativo com status de reserva de valor.

Diferente das moedas fiduciárias (como o dólar e o euro), que podem ser emitidas em maior quantidade por um agente centralizado, o Bitcoin é escasso e emitido por uma rede descentralizada.

Vale destacar, ainda, que o Bitcoin não pertence a nenhum governo. Portanto, não está exposto a crises, diferente das moedas tradicionais, emitidas por uma autoridade monetária.

Assim, a criptomoeda é vista como uma alternativa de proteção do patrimônio contra os efeitos da inflação, que atinge diretamente as moedas tradicionais e resulta em perda do poder de compra. 

O que é Bitcoin? Conheça os atributos básicos da blockchain do Bitcoin.

  1. Transparência

Todas as transações com Bitcoin feitas na história – desde 2009, estão devidamente catalogadas de forma criptografada, compacta e segura, dentro da sua blockchain, que é pública e totalmente auditável.  

A diminuição gradual do uso de Bitcoin em esquemas criminosos ao longo dos anos, devido à sua popularização, aumentou o marketcap da criptomoeda.

Esse crescimento foi um dos responsáveis por impulsionar o aperfeiçoamento de ferramentas de monitoramento de todas as transações da blockchain e a identificação de saldos utilizados para finalidades ilícitas. 

Essas informações são, então, publicadas para toda a rede, dificultando a movimentação e a negociação desses ativos com corretoras ou negociadores autônomos (peer to peer) de grande porte. 

Isso significa que todos os agentes – o atuante e o financiador – desse tipo de prática, geram na blockchain do Bitcoin uma prova irrefutável, pública, auditável e indestrutível de que aquele crime foi financiado por eles. 

Vale destacar que o dinheiro em espécie (como dólar, euro ou real) ainda é a principal forma de financiamento de atividades ilícitas, como a lavagem de dinheiro. 

  1. Privacidade

Na blockchain do Bitcoin, pessoas podem transacionar valores livremente, sem a necessidade de apresentação de qualquer tipo de informação pessoal. 

Quem realiza uma transação bancária, por exemplo, necessariamente precisa ter passado pelo Cadastro (KYC-Know Your Costumer) da instituição que viabilizou aquele serviço.

Desta forma, o banco identifica o cliente pelas suas informações pessoais e consequentemente apresenta as contrapartidas obrigatórias para órgãos públicos de fiscalização e regulação, como Receita Federal, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Banco Central, entre outros. 

  1. Segurança

Na rede Bitcoin, há garantia de que o valor sairá de um ponto a outro, uma vez que ele for minerado e devidamente confirmado. 

A auditabilidade do Bitcoin permite que todos os agentes participantes de uma transação (dois ou mais) possam acompanhar, online e em tempo real, a efetivação da transação em seu destino.

Isso é possível graças à estrutura de funcionamento da blockchain do Bitcoin. Desde a mempool (onde as transações aguardam processamento), todos os agentes podem monitorar a efetivação da transferência e também gerar provas concretas de que a mesma encontra-se em seu destino. 

Além disso, caso o usuário da rede faça a custódia dos seus criptoativos, estes não podem ser confiscados ou cerceados, já que apenas o detentor das chaves é quem consegue movimentar os saldos dentro de uma carteira específica. 

Mas é importante destacar que manter a custódia dos Bitcoins em carteira própria envolve riscos, como o de perder a senha e tornar os bitcoins inacessíveis. 

Ao fazer a custódia de criptoativos no Zro Bank, caso o cliente esqueça o PIN ou senha de acesso ao app, basta acionar o time de suporte pelo chat, direto no aplicativo, ou por e-mail: [email protected] 

  1. Agilidade 

Na blockchain do Bitcoin, é possível realizar transações entre pessoas de diferentes países com um tempo de processamento por volta de uma hora e taxas mais baixas, se comparada ao sistema tradicional de câmbio (sistema Swift).

O sistema Swift, que funciona por meio de uma cooperativa de instituições financeiras global, nasceu em 1973 e é utilizado até hoje para transações de valores entre países.

Levando em consideração a Lightning Network, há a possibilidade de um aumento significativo tanto na capilaridade quanto na agilidade dessas transações, podendo trazer a competitividade necessária para que o Bitcoin possa ser incluído em cenários em que hoje ele ainda não é a melhor ferramenta, como no setor de micropagamentos

  1. Independência

A rede Bitcoin é independente de um órgão centralizador. Ela se autorregula de forma periódica e descentralizada, além de ser completamente verificável. 

Por isso, é possível que agentes independentes transacionem valores de uma forma nunca antes vista na história.

A tecnologia blockchain propõe uma nova forma de se estruturar dados que pode ser utilizada não só pelo mercado financeiro mas por diversos outros segmentos da economia. 

Então, a cada dia que passa, mais pessoas descobrem essa nova forma de linguagem e, com base nos avanços que a rede fornece à sociedade, atribuem valor ao Bitcoin. 

Assim, quanto mais pessoas sabem sobre o Bitcoin e como ele funciona, a tendência é que o volume de transações com a criptomoeda cresça e que a sociedade esteja mais esclarecida sobre o imenso potencial da blockchain.