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Real digital: por que o Bacen quer implementar uma CBDC?

Quando se fala em Real Digital, muita gente deve se perguntar: mas o dinheiro, hoje, já não é digital? De certa forma, sim, há muitos anos. Se todo mundo decidisse sacar dinheiro na sua forma física, seria algo bem difícil de se concretizar, já que os bancos não têm “em caixa” todo o dinheiro depositado pelos seus clientes. Bugou? Calma! É mais simples do que parece.

Uma das formas de um banco tradicional ganhar dinheiro é exatamente dando crédito e investindo essa grana. Sempre que você deposita dinheiro no banco, a responsabilidade sobre esse valor passa a ser da instituição financeira. O que você talvez não saiba é que o banco pega uma parte da grana – por exemplo, 20% do valor – e guarda numa conta que ele tem no Banco Central. Os 80% restantes são usados para emprestar a outro cliente na forma de crédito.

Esse sistema, bastante antigo, é chamado de “reserva fracionária” e tornou-se mais frequente a partir do século XX. É uma política bancária que permite aos bancos privados que eles “criem” dinheiro por meio da geração de recebíveis (empréstimos). A taxa de reserva fracionária é definida pelo Bacen e, internacionalmente, o Acordo de Basileia obriga os agentes financeiros a manter uma reserva de 10,5% dos depósitos recebidos.

Real Digital

Então, se o banco pode emprestar um dinheiro que ele não tem naquele momento, a grana que virou crédito não existe fisicamente. Portanto, não existiriam cédulas suficientes num único banco se todos os seus clientes resolvessem sacar dinheiro ao mesmo tempo. Neste caso, o banco em questão poderia pedir empréstimo a outros bancos para garantir que a reserva seja respeitada e ter o dinheiro para saque.

Por esse e outros fatores, boa parte do dinheiro que circula pelo mundo é virtual e isso acontece bem antes da internet. Mas o que muda com a criação do Real Digital?

De acordo com a agenda de modernização do Banco Central do Brasil (Bacen), a emissão de uma CBDC (Central Bank Digital Currency ou Moeda Digital de Banco Central) tem o intuito de adaptar o Real às novas tecnologias, com “ênfase na possibilidade de desenvolvimento de modelos inovadores a partir de evoluções tecnológicas, como contratos inteligentes (smart contracts), internet das coisas (IoT) e dinheiro programável”.

Em maio deste ano, o Bacen divulgou as diretrizes gerais para a criação da moeda digital brasileira, trazendo alguns esclarecimentos importantes e abrindo o debate com especialistas e a sociedade. A ideia do BC é que, ao invés de imprimir a cédula, seja gerado um código que equivale a essa quantidade de dinheiro. O valor seria transferido para um banco comercial, responsável por guardá-lo e distribuí-lo.

Se antes você tinha R$ 100 na conta, agora você terá e-R$ 100 e poderá usar esse valor para realizar pagamentos e fazer compras. Ou seja, para o consumidor, as duas moedas terão a mesma finalidade. As transferências pelo Pix continuam instantâneas e, caso queira utilizar dinheiro de papel, será possível sacar num caixa eletrônico normalmente.

Entre outras vantagens apontadas pelo Bacen está a redução do uso do dinheiro em espécie, que gera um custo elevado para o país: mais de 1% do PIB. A expectativa é de que, a partir do Real Digital, esse custo caia pela metade, segundo Fabio Araujo, coordenador dos trabalhos sobre a moeda digital.

O representante do Bacen também informou que a impossibilidade de transformar o Real Digital em crédito é um dos motivos pelos quais as duas moedas (analógica e digital) devem existir em conjunto. A moeda digital ficaria custodiada num cofre virtual, não podendo virar crédito para outras pessoas. Seria algo similar ao que já acontece com as fintechs: se você deposita dinheiro no Zro Bank, que é um banco digital, ele não pode usar essa grana para dar crédito a outros clientes.

Um dos principais questionamentos feitos por economistas brasileiros, sobre a implementação da CBDC, diz respeito à privacidade e à liberdade dos usuários. Nas diretrizes do Real Digital, porém, o Bacen informa que as mesmas regras de sigilo bancário e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) serão seguidas. Sendo assim, poderá haver quebra de sigilo caso haja alguma investigação por crimes como lavagem de dinheiro.

Para discutir publicamente a implementação do Real Digital, o Banco Central promove uma série de webinars, composta de sete encontros. Em cada um deles, a ideia é discutir o andamento dos trabalhos com representantes dos provedores de serviços financeiros (fintechs, bancos), provedores de tecnologia (provedores de infraestrutura tecnológica para mercados financeiros e bigtechs) e com a sociedade em geral.

Para conferir a programação, é só clicar aqui.

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Dicas do Zro

Ransomware: o que as criptomoedas têm a ver com isso?

Ransomware (“Ransom”, em Inglês, significa “resgate”) é um tipo de programa de computador que torna os arquivos (todas suas fotos, contatos, documentos, planilhas, bancos de dados) inacessíveis enquanto você não pagar um “resgate” para criminosos cibernéticos na internet. Este tipo de “cibercrime” já existe há muitos anos, mas recentemente sua frequência tem aumentado e em muitos casos tem sido pedido que o pagamento seja feito via criptomoedas, pois muitos cibercriminosos ainda acham, erroneamente, que dessa forma é mais difícil serem pegos.

Os primeiros registros desse tipo de ataque datam de 2005, na Rússia. De lá pra cá, os ataques ransomware espalharam-se pelo mundo. Desde o início de 2021, eles têm crescido de forma significativa no Brasil e no mundo: 92% e 41%, respectivamente, segundo estudo da Check Point Research (CPR), área de Inteligência da Check Point Software Technology. 

Infelizmente, a falta de conhecimento técnico sobre o funcionamento das transações em blockchain e as inúmeras estratégias de cibersegurança acaba gerando nos criminosos (e na própria sociedade) a falsa sensação de que não é possível identificar ou punir os envolvidos quando o pagamento é feito em criptomoedas. Casos recentes mostram que não é bem assim. 

As polícias têm feito grandes avanços no seu trabalho de inteligência e conseguido localizar muitos desses sequestradores. A recuperação, pelo FBI, das criptomoedas pagas aos hackers do oleoduto da Colonial Pipeline, nos Estados Unidos, é um exemplo disso. Os criminosos receberam 75 bitcoins como pagamento de resgate, dos quais 64 foram recuperados pela ação da polícia americana.

Como nem o FBI consegue “hackear” a rede bitcoin, a estratégia utilizada por eles foi apreender fisicamente, através de um mandado judicial, o computador onde estavam as chaves privadas (uma espécie de “senha”) que dava acesso à carteira de bitcoins dos criminosos. É importante deixar claro que a blockchain do Bitcoin jamais foi hackeada. No caso da Colonial Pipeline, os hackers usaram um servidor em nuvem, o FBI conseguiu um mandado judicial para assumir o controle do servidor e recuperou as criptomoedas. 

“Nos últimos anos, as polícias e autoridades investigativas têm tido cada vez mais sucesso em identificar os perpetradores desses crimes e reaver parte ou todo o valor extorquido”, explica Marco Carnut, CTO do ZRO Bank. “Porém, ainda há muitos casos que não terminam em final feliz e o elo comum de todas essas histórias de horror é a falta de um esquema de backup bem feito. Quem tem backup em dia não passa perrengue; quem não, paga resgate”, completa.

“Back-up” é um termo genérico para diversos tipos de esquemas, dos mais simples aos mais elaborados, onde se tem uma cópia extra em algum outro lugar fora do computador principal onde os dados normalmente ficam. Assim, caso os dados do computador principal sejam perdidos devido a um ransomware ou algum outro desastre, a gente simplesmente zera ou substitui o computador afetado, puxa os dados da cópia extra e segue a vida sem nem dar bola para o cibercriminoso.

“Fazendo uma analogia, ter backup é como ter dois carros. Se um pifa ou sofre uma batida, você continua a vida com o outro enquanto conserta o primeiro”, esclarece Marco Carnut. “O ransomware é como se um atacante conseguisse travar o seu carro via internet de forma que você não conseguisse mais ligá-lo. Se você tem um carro extra, você simplesmente manda esse pro conserto e passa para o outro. Mas se você só tem um carro – ou seja, se você não tem backup – aí o aperreio é grande.”

Com o aumento do trabalho remoto em ambiente domiciliar devido à pandemia (o famoso “home office”) o que era feito nos computadores das empresas passou a ser realizado via dispositivos pessoais, que normalmente são menos bem protegidos que os dos escritórios. Isso é um prato cheio para invasores e outros cibercriminosos que rondam as redes famintos por informações valiosas.

A “higiene padrão de cibersegurança” certamente ajuda: manter o sistema com as atualizações sempre em dia, instalar um bom antivírus e utilizar redes virtuais privadas (as famosas VPNs), não abrir anexos de email ou arquivos de origens suspeitas, etc. Mas o que realmente vai salvar o dia é ter seu backup. “E nunca foi tão fácil e barato”, comenta Carnut. “Qualquer loja de informática vende discos rígidos externos e há vários aplicativos de backup, alguns embutidos até no sistema operacional, que tiram cópias periódicas dos seus dados, permitindo ‘voltar no tempo’ quando a gente quiser. Então, hoje em dia há muito pouca desculpa pra não se ter backups”, finaliza.

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Bitcoin derretendo, será o fim de uma era?

Calma, calma, calma! No mercado financeiro, quem se precipita sempre perde dinheiro. É hora de olhar para o passado, entender o presente e projetar o futuro.  

Hoje, o principal atrativo das criptomoedas é também o motivo de maior angústia dos investidores iniciantes: a sua volatilidade. Diferente da maior parte dos ativos de renda variável, as criptomoedas têm uma amplitude muito grande de variação de preço em um curto espaço de tempo e quando temos uma forte correção como esta dos últimos dias, muita gente se assusta e quer logo sair.   

Bem, não podemos dizer que está certo ou errado pensar em sair, até porque o futuro ainda será escrito. Mas podemos dizer sim que correções como esta já aconteceram e abriram grandes janelas de oportunidade no passado. E não estamos falando de um passado distante não. Quer ver alguns exemplos?  

Em Fevereiro de 2020, o Bitcoin teve uma forte correção com queda de aproximadamente 50% do seu valor em Dólar (usamos sempre o Dólar para analisar a volatilidade do Bitcoin, pois é o padrão mundial de precificação desta criptomoeda e o Real também tem sido bastante volátil frente ao Dólar).  

50% é uma correção muito grande em qualquer ativo, indicaria em qualquer ativo tradicional uma crise, porém, o Bitcoin não é um ativo tradicional. Em Junho de 2020, o valor já havia retornado ao patamar pré correção e, em Dezembro daquele mesmo ano, quem aproveitou pra comprar na queda, havia acumulado uma alta de 460%.  

Um mês depois, em Janeiro de 2021, nova correção com uma queda de 25% do valor e, outra vez, um mês depois, o valor já havia retornado ao patamar anterior à correção. Quem aproveitou este momento para comprar, ao final de Fevereiro 2021 havia acumulado 90% de ganho. 

Mas a dinâmica não parou por aí. Em Março de 2021, novamente correção de 21% do valor e dentro do próprio mês de março, o valor retornou ao patamar anterior e quem aproveitou a queda para comprar acumulou 34% de ganho ao final do mês.  

Enfim, o que podemos observar analisando a história (em especial, a história recente) do Bitcoin, é que o ativo é muito volátil (mesmo em Dólar) e fortes correções, no passado, mostraram-se grandes oportunidades de compra para quem acreditou no longo prazo. 

Tudo isso nós podemos aprender olhando o passado. E o futuro? O que nos aguarda? Bem, difícil dizer com precisão, mas olhando o fundamento da moeda (que tem sua emissão limitada, logo, não está sujeita à inflação) em perspectiva com o cenário econômico mundial (de alta emissão de dólares e, por isso, grande perspectiva de inflação em Dólar), muitos analistas de peso têm considerado o Bitcoin uma reserva segura de valor mesmo com esta alta volatilidade. Isto porque, no longo prazo, a inflação em Dólar aponta para uma valorização grande do Bitcoin.  

Agora é o momento de parar, olhar o mercado, entender o cenário, analisar a correção e o seu apetite de risco para tomar as suas decisões.  

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Inovação

Pesquisa Millennial survey 2020 aponta o que podemos esperar do futuro

O momento que o mundo está vivendo pode ser considerado um divisor de águas. E quando falamos isso, não estamos nos referindo apenas à pandemia. Questões importantes que por muito tempo foram tratadas com desdém, desrespeito e displicência, finalmente estão conquistando o espaço que merecem e vêm sendo discutidas em várias esferas da nossa sociedade. Liberdade de expressão, respeito à identidade de gênero, racismo, feminismo e muitos outros temas importantíssimos têm sido debatidos nas redes sociais, na TV e nas rodas de amigos.

O fortalecimento desses debates já é um grande avanço se compararmos o atual cenário à sociedade de algumas décadas atrás.E nem precisamos voltar muitos anos para isso. No entanto, felizmente as coisas estão mudando para melhor neste aspecto. E, de acordo com a pesquisa Millennial survey 2020, ao olharmos para frente, é possível enxergar um futuro bom.

O que a amostra brasileira diz

Segundo o estudo, apesar de todos os problemas que as gerações Y e Z estão enfrentando, é possível projetar que estas pessoas continuem focadas em cuidar de questões sociais mais amplas, como vinham fazendo antes da pandemia. A pesquisa ainda afirma que a pandemia apenas impulsionou nesses indivíduos o desejo de gerar mudanças positivas para as suas comunidades e para o mundo.

Isso tende a refletir nas empresas, que também estão se mostrando cada vez mais preocupadas com o lado humano de seus funcionários e com os benefícios que podem gerar para a sociedade e a sustentabilidade ambiental. O mundo pós-pandemia será diferente e, provavelmente, mais alinhado com as ideias que os nossos jovens possuem sobre um planeta mais cooperativo.

O que a amostra brasileira diz

No Brasil, 1.013 jovens foram entrevistados e, entre vários outros pontos, eles afirmaram que desde o início da pandemia os seus empregadores buscaram tomar medidas para cuidar da saúde mental dos seus funcionários, o que fez com que estes jovens se sentissem motivados a continuar nos seus empregos. Sobre estresse e ansiedade, disseram que estes problemas foram sanados com o passar do tempo, pois passaram a ter mais contato com a família e mais tempo para cuidar de si.

Além disso, a pesquisa também constatou que, antes da pandemia, 80% dos jovens acreditavam que a sua situação financeira iria melhorar nos próximos 12 meses, mas esse número caiu para 20% com o início da crise. Em dezembro de 2019, 45% dos Millennials e 53% dos Gen Zs afirmaram que teriam dificuldades para pagar contas inesperadas. Em maio de 2020, 41% e 51% respectivamente demonstraram a mesma preocupação.

O que a gente acha

Quando o assunto é meio ambiente, os jovens afirmam que é preciso muito trabalho para reparar os danos existentes, mas se mostraram muito mais otimistas do que a população global quanto a isso. Com relação aos líderes governamentais, 1/4 dos jovens se mostraram satisfeitos com a velocidade das respostas de líderes do governo, um número significantemente menor comparado a outros países. Para conferir a pesquisa na íntegra, basta clicar aqui.

O que a gente acha

Como já dissemos anteriormente, o mundo muito provavelmente não será o mesmo quando esse pesadelo passar. E como pensar positivo não faz mal a ninguém, abraçaremos os resultados desta pesquisa e acreditaremos que, sim, vamos nos deparar com uma realidade bem melhor quando a pandemia acabar. Você vem com a gente nessa?

O que você achou do conteúdo? Você também acredita que temos grandes chances de ter um mundo mais cooperativo no futuro? Deixe seu comentário!

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Educação Financeira Inovação

Segundo pesquisa, brasileiros se preocupam com segurança, mas não leem termos de uso

Uma pesquisa organizada pela NordVPN constatou que os brasileiros possuem conhecimento sobre ameaças digitais e até se preocupam com o assunto, mas cometem deslizes na hora de adotar hábitos que poderiam garantir a segurança dos seus dados digitais. Um dos principais problemas é que nós não temos o costume de ler os termos de uso de serviços online e de softwares: apenas 38,3% dos usuários afirmaram ler, o que é bastante preocupante, já que muitos aplicativos podem ter políticas abusivas. Pois muitos apps possuem políticas abertamente abusivas.

Outro ponto que preocupa é a falta de conhecimento do brasileiro sobre as ferramentas de privacidade (23,3%) e a capacidade do Facebook de coletar dados dos seus usuários (27,8%), mesmo os que não possuem conta na rede social, algo que não ocorre com a mesma facilidade em outros países. Por isso, nesta pesquisa, o Brasil obteve um desempenho de 33,4% na categoria “hábitos digitais”. Para termos uma ideia do significado desse número, a Alemanha obteve um resultado de 53,2% nesse quesito.

No entanto, por mais que tenhamos demonstrado uma performance baixa em quesitos tão básicos, fomos muito bem em relação à criação de senhas fortes (81,2%), habilidade para lidar com phishings bancários (89,5%) e agilidade nas respostas às notificações sobre dispositivos desconhecidos conectados nas nossas contas de e-mail (86,3%). Nos quesitos “preocupação com privacidade digital” e “tolerância do risco digital”, o Brasil teve os resultados de, respectivamente, 56,5% e 75,2%.

Segundo Daniel Markuson, especialista em privacidade digital da NordVPN, “a pesquisa mostra que a população brasileira compreende as principais medidas de segurança, mas também não se importa com questões mais básicas e igualmente importantes, como o funcionamento de seus aplicativos e serviços online”. 

Na avaliação geral, podemos entender melhor o que motiva o alto número de fraudes aqui no Brasil, pois obtivemos uma “nota” de 52,1%, superando a Índia, a Turquia e o Japão.

E aí, o que você achou dessa notícia? Você costuma ler os termos de uso de serviços online? Deixe um comentário!

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Dicas do Zro

Quais as melhores maneiras de investir em Bitcoin?

Já faz um tempo que as criptomoedas deixaram de ser ativos que causam desconfiança na maior parte das pessoas. Atualmente, grande parte dos investidores e dos não investidores também já enxergam o Bitcoin e as outras moedas digitais de maneira positiva, entendendo que se trata de um processo de evolução natural da maneira como vemos e utilizamos o nosso dinheiro. Isso tem feito a sua aceitação crescer cada dia mais.

Por isso, não é incomum que vejamos com frequência manchetes mostrando mais pessoas comuns, grandes negócios e empresários de sucesso aderindo ao Bitcoin. Mas, afinal, quais os melhores caminhos para quem deseja começar a investir em Bitcoin? Continue lendo para descobrir!

Corretora de criptomoedas

Uma das maneiras mais comuns e seguras é comprar direto das corretoras de criptomoedas, também chamadas de exchanges. Sabe uma corretora de investimentos? As exchanges funcionam de forma similar. Por meio delas, é possível depositar seus valores em reais e convertê-los em Bitcoin. Vale destacar que o Zro Bank permite que você faça esse tipo de conversão dentro do app, sem precisar pagar nenhuma taxa por isso. Falaremos melhor sobre esse e outros serviços no fim do texto.

Corretora de criptomoedas

Se você optar por investir utilizando uma corretora de criptomoedas, certifique-se antes de que a empresa que você está escolhendo é regulada pelas autoridades financeiras. Pesquise bem, busque conversar com outros investidores que já conhecem a empresa e verifique se ela realmente é séria e investe fortemente em segurança.

Outra dica interessante é testar o suporte das corretoras para que você descubra qual delas irá te “acolher” melhor. Mande mensagens para as que te interessam e veja como funciona o atendimento, avaliando tempo de resposta e se os atendentes se mostrarão dispostos a te ajudar. A qualidade do aplicativo da empresa também deve ser levado em conta. Nestes dois pontos, o Zro Bank é bem diferenciado. Além de ter um atendimento de Suporte ao Cliente rápido e humanizado, o design do aplicativo é leve, moderno e inovador. 

É importante analisar todos esses tópicos e escolher bem qual deles é o mais intuitivo e te oferece uma melhor navegação, para que você possa realizar todas as ações que precisa com facilidade e claro, segurança.

Além disso, como acontece com outras modalidades de investimento, o investidor precisa aprender a lidar com a plataforma e, principalmente, estudar o mercado. Só assim você estará munido de informações relevantes que irão orientar melhor as suas decisões de compra e de venda das suas criptomoedas.

Peer to peer

Aqui, você não será intermediado por uma exchange e irá negociar diretamente com a outra pessoa. Basta realizar o pagamento e receber seus bitcoins. Mas vale dizer que essa é uma modalidade que pode ser arriscada, caso você não conheça o negociante.

Fundos de investimento

Esse caminho é similar a um fundo de investimento multimercado ou de ações, pois há um gestor que fica responsável pela administração do fundo. Para isso, é comum que sejam cobradas taxas de administração e, em alguns casos, de performance, à medida que o fundo vai valorizando.

Abrindo uma conta no Zro Bank

O Zro Bank é o lugar ideal para quem deseja não se preocupar com a custódia dos ativos e realizar transações instantâneas de forma simples e 100% segura. No app do Zro, você pode converter seu saldo de Reais para Bitcoin, e vice-versa, em questão de segundos. Além disso, nas compras a partir de R$ 10,00 com o nosso cartão de débito VISA, você ganha cashback em Bitcoin. Tudo isso sem pagar nenhuma taxa.

Sem falar na facilidade para fazer transações. Enviar e receber Bitcoins entre contas Zro é de graça e as transferências podem ser realizadas por mensagens, por meio do nosso Chatbank. Já imaginou poder transacionar seus Bitcoins com a mesma facilidade de enviar uma mensagem de texto?

Por isso, dentre as maneiras que falamos neste artigo, ter uma conta no Zro Bank é o jeito mais fácil, rápido e seguro de investir em Bitcoin, pois você consegue investir sem necessariamente ter conhecimentos aprofundados sobre o mercado.

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Inovação

China larga na frente na corrida pela inovação e cria moeda digital própria

Se lá atrás, há cerca de mil anos, os chineses foram inovadores ao criar o papel-moeda, hoje eles saem na frente mais uma vez: segundo o Wall Street Journal, a China é a primeira potência mundial a criar sua própria moeda digital.

O yuan digital foi criado pelo Banco Central da China e testado por um grupo de 100 mil pessoas em sua fase inicial. Já na segunda fase de testes, a moeda digital foi distribuída pelos seis maiores bancos comerciais estatais, que a enviaram para os quadros de bancos menores e empresas de aplicações como o WeChat, uma ferramenta chinesa que reúne um sistema de mensagens, estilo WhatsApp e Telegram, com um instrumento de pagamentos online.

A China não está sozinha

Mas, a partir de agora, qualquer um pode realizar transações com a yuan digital, moeda que possui como único intermediário o Banco Central da China, que controlará todos os movimentos. Sendo assim, as moedas digitais de Banco Central (CBDC) eliminam uma das principais características das criptomoedas: a descentralização.

Dessa maneira, o governo chinês continuará determinando a emissão e distribuição monetária. O que nos leva a entender porque os mais adeptos do criptomercado não apoiam a ideia da criação de moedas digitais pelos governos. 

A China não está sozinha

A Índia também já anunciou que está se preparando para criar sua própria moeda digital. Além da Índia, cerca de 60 países ou organizações estão em processo de criação de suas próprias moedas digitais, segundo o Central Bank Digital Currency. A União Europeia também estuda a possibilidade de desenvolver o Euro digital.

E aí, você acredita que no futuro todos os países terão suas próprias moedas digitais?

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Como entender o Bitcoin em 5 perguntas básicas

Por mais que o Bitcoin esteja ganhando cada dia mais popularidade e reconhecimento pelo mundo, o seu surgimento ainda é bastante recente na história e é natural que muitas pessoas ainda tenham dúvidas sobre a criptomoeda. Vamos te esclarecer boa parte delas nas cinco perguntas a seguir.

Como o Bitcoin surgiu?

A identidade do criador (ou grupo de criadores) do Bitcoin é um mistério até hoje. O fato é que a primeira “aparição” de Satoshi Nakamoto, pseudônimo usado por quem criou o Bitcoin, foi num grupo de discussões chamado The Cryptography Mailing. Neste canal, Satoshi apresentou e lançou o que, mais tarde, se tornaria o Bitcoin. As frações de Bitcoin, inclusive, são chamadas de satoshis, assim como são os centavos para o Real.

Foi no dia 31 de outubro de 2008 que Satoshi publicou o famoso whitepaper do Bitcoin, que trouxe detalhes sobre a criação da criptomoeda. Esse documento existe até hoje e foi disparado para uma lista de e-mails a estudiosos e interessados em criptografia. No título do whitepaper, Satoshi define o Bitcoin como “A Peer-to-Peer Electronic Cash System” ou “Um Sistema de Dinheiro Eletrônico ponto-a-ponto”. Meses depois, a rede Bitcoin foi ao ar, em 3 de janeiro de 2009.

Qual é o processo por trás do Bitcoin?

O CTO do Zro Bank, Marco Carnut, explica que as transações com Bitcoin são publicamente auditadas, em tempo real. “A ‘moeda da internet’ é operada por uma rede global de voluntários, sem nenhum vínculo formal entre eles e qualquer governo, país ou instituição. Através de uma inovação tecnológica chamada blockchain (semelhante a um diário oficial, escrito a muitas mãos, com resolução automática de divergências), todas as transações de Bitcoin são publicamente auditadas, em tempo real – qualquer violação das regras do sistema é detectada e descartada automática e instantaneamente”, detalha Carnut. 

Sendo assim, o Bitcoin tornou-se o primeiro sistema de transferência de valor em escala global em que a auditoria vem antes da transferência. Um dos papéis de maior destaque entre os operadores da rede Bitcoin é o de minerador ou mineiro. Esses voluntários utilizam do seu poder computacional para validar as transações com Bitcoin e criar novos Bitcoins. Por isso, existe a taxa de mineração para transferências de Bitcoin.

“A taxa de mineração nada mais é do que uma gorjeta recebida pelos mineradores que mantêm a rede bitcoin funcionando e auditam suas transações. Vale destacar que essa gorjeta é usada para priorizar as transações: quanto maior o valor da taxa, mais rápido a transação é processada”, completa Carnut.

Como entender o Bitcoin em 5 perguntas básicas

Afinal, o Bitcoin tem ou não tem lastro?

Esta é uma das perguntas mais comuns sobre o Bitcoin. O nosso CTO, Marco Carnut, traz uma explicação bastante completa sobre o assunto. Confira:

“O conceito de lastro como algo que dá estabilidade ou valor a alguma forma de dinheiro é bastante subjetivo e há quem o considere obsoleto ou até mesmo irrelevante. Nem o dólar americano nem nenhuma outra moeda oficial de um país, hoje, tem algum tipo de lastro atrelado a algo físico. No passado, o dólar já foi lastreado em ouro, mas a conversão de moedas fiduciárias em ouro nos Estados Unidos acabou durante o mandato de Richard Nixon, em 1971”, esclarece. 

E por que o Bitcoin tem valor?

“O valor do Bitcoin está na força das atividades de troca entre os membros da sua comunidade de usuários, assim como acontece com outras formas de dinheiro. O Bitcoin pode ser usado como mercadoria, sendo sustentado pela economia e pelas moedas nacionais tradicionais, como o Dólar e o Real. O Bitcoin tem amplo valor tecnológico, científico e cultural, por ter demonstrado que é possível obter garantias de segurança, sem a necessidade de uma coordenação centralizada. O Bitcoin não é a moeda nacional de nenhum país, mas sim um movimento inteiramente voluntário e auto-regulador”, completa.

Como guardar um Bitcoin?

São diversas as formas possíveis de armazenar os seus Bitcoins. Assim como o dinheiro e os cartões, as criptomoedas também precisam ser guardadas para que não sejam perdidas ou, pior, roubadas por criminosos. Mais conhecidas como Wallets, as carteiras de criptomoedas são responsáveis por armazenar as chaves – sequência de números para pagar e receber criptos – que dão acesso ao seu saldo.

Existem dois tipos de chaves: públicas e privadas. As chaves públicas são usadas para enviar e receber transferências, como uma espécie de endereço ou número de conta e agência. Já as privadas, não podem ser compartilhadas, são semelhantes à senha de um cofre e devem ser guardadas com muito cuidado. Mas não se preocupe, fazer a custódia dos seus Bitcoins é opcional, você pode deixar essa responsabilidade com um banco digital ou corretora da sua confiança. 

Conheça alguns tipos de carteiras de Bitcoin:

  1. Carteira/wallet vinculada a uma exchange ou banco digital 

É a forma mais fácil e segura de armazenar as suas criptomoedas. Se você não quer se preocupar em guardar as suas chaves públicas e privadas, a custódia das suas criptomoedas pode ser feita pela corretora que vendeu os ativos. O app do Zro Bank, por exemplo, funciona como uma wallet. 

No Zro, você tem uma conta digital em que é possível converter o seu dinheiro de Real para Bitcoin (e vice-versa), em questão de segundos, e ainda armazenar esses Bitcoins com segurança, te protegendo do risco de perder o acesso às moedas. Esqueceu a senha? Não se preocupe, é só entrar em contato com o time de suporte.

  1. Carteiras para computador (software wallet ou soft wallet)

As carteiras digitais, ou Software Wallets, são programas que podem ser baixados no seu computador e smartphone. Normalmente permitem várias criptos, com um par de chaves para cada moeda. Além disso, essa modalidade permite o backup, ou seja, é possível restaurar a carteira. 

Neste caso, porém, você é totalmente responsável pela custódia das suas moedas. Em caso de perda das chaves, você perde as suas criptomoedas. Este tipo de carteira, conectada à internet, se encaixa na categoria de “hot wallet” ou “carteira quente”. 

  1. Carteira em hardware (hard wallet)

As Hard Wallets, por sua vez, são dispositivos físicos que se parecem bastante com pendrives e também servem para guardar as chaves e os criptoativos do investidor. A desvantagem desse tipo de wallet, apesar de ser bastante seguro (por prevenir um ataque de hackers, por exemplo), é que esses dispositivos não são gratuitos. Este tipo de carteira offline é chamado de “cold wallet” ou “carteira fria”.

Fazendo uma analogia às contas bancárias tradicionais, as “hot wallets” são como uma conta corrente enquanto as “cold wallets” são como uma poupança.

  1. Carteiras em papel (paper wallet)

Outro tipo de “cold wallet” ou “carteira fria” é a paper wallet, que nada mais é do que uma carteira de papel. Este tipo de wallet é usado, geralmente, para guardar uma grande quantidade de dinheiro que não será movimentada. 

A paper wallet é gerada offline e não precisa ser guardada em nenhum software, mas a sua segurança depende do método que o usuário utiliza para gerá-la. 

Por fim, o Bitcoin é ou não uma moeda?

Diante da grande aceitação do Bitcoin nos últimos anos, a criptomoeda ganhou status de ativo financeiro ou reserva de valor, sendo bastante comparada ao Ouro. Algumas empresas, porém, já aceitam a criptomoeda como forma de pagamento. É o caso da gigante automotiva norte-americana Tesla, comandada por um dos homens mais ricos e influentes do mundo, Elon Musk. 

Empresas de pagamentos como Visa, Mastercard e Paypal anunciaram recentemente que estão adaptando as suas operações para incluir o Bitcoin e outras criptomoedas.

Na primeira teleconferência de 2021 sobre os resultados da empresa, o CEO da Visa, Alfred Kelly, disse que a companhia “está em uma posição única para ajudar a tornar as criptomoedas mais seguras” e pretende tornar os ativos digitais “mais úteis e eficientes como meios de pagamento”. Na ocasião, Kelly revelou que a Visa pretende dividir o mercado cripto em dois segmentos: criptoativos e criptomoedas. No primeiro, ficariam os ativos como o Bitcoin, que foi descrito pelo CEO como “ouro digital”.  

“Aos que reclamam que Bitcoin é quase exclusivamente usado para especulação financeira e pouco usado para a compra de bens e serviços, aponto para o ouro: quase todo o ouro do mundo é usado para especulação financeira entre países ou de indivíduos”, defende Marco Carnut, CTO do Zro Bank.

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PayPal lança serviço de pagamento em Bitcoin e outras criptomoedas nos EUA

O PayPal, um dos serviços de pagamentos mais utilizados do mundo, passou a permitir que os consumidores dos Estados Unidos usem o saldo em criptomoedas para realizar pagamentos online. É estimado que o serviço esteja disponível para cerca de 30 milhões de comerciantes nos próximos meses.

Essa decisão deve impactar positivamente o uso desses ativos no comércio, aumentando o fluxo de compra e venda. A novidade vale para os consumidores que possuem bitcoin, bitcoin cash, ether e litecoin nas carteiras digitais do PayPal. Além disso, cada compra poderá ser feita por um tipo de criptomoeda diferente.

De acordo com o presidente e CEO da empresa, Dan Schulman, “esta é a primeira vez que você pode usar criptomoedas perfeitamente da mesma forma que um cartão de crédito ou débito dentro da carteira do PayPal”.

PayPal lança serviço de pagamento em Bitcoin e outras criptomoedas nos EUA

É importante lembrar que o “Checkout with Crypto”, serviço lançado em outubro pela PayPal, se baseia na capacidade dos usuários de comprar, vender e manter criptomoedas. A empresa é uma das maiores do mercado financeiro tradicional a abrir sua rede para criptomoedas e, com isso, impulsionar os preços dos ativos. 

O Bitcoin, por exemplo, quase dobrou de valor no início do ano por conta do PayPal e da Tesla. Esta última anunciou que passaria a aceitar pagamentos com a criptomoeda na compra de seus carros.

Com o objetivo de estimular os consumidores e fazer das criptomoedas uma fonte legítima de transações no mundo real, o PayPal afirmou que não irá cobrar taxa alguma pelos pagamentos.

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Como a alta da Selic impacta nos investimentos em Bitcoin no Brasil?

O Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa básica de juros no Brasil em 75 pontos-base, elevando a Selic de 2% para 2,75% ao ano. Além de ter sido a primeira elevação desde 2015, também foi a maior alta individual da última década! Ainda assim, o Banco Central do Brasil deu indícios de que não será a última.

De acordo com o Copom, é possível que haja um novo aumento para conter o avanço da inflação e da taxa de câmbio. 

Ainda assim, o aumento de 75 pontos-base foi encarado com positividade pelo mercado, que previa uma alta de apenas 50 pontos.

Como a alta da Selic impacta nos investimentos em Bitcoin no Brasil

Quais serão os impactos dessa decisão?

Vale ressaltar que a decisão do Copom foi uma resposta à preocupação com a inflação, que está estimada em 5% para 2021 e 3,5% para 2022. E, apesar de economistas alertarem que a situação fiscal brasileira não está no seu melhor momento, existem boas notícias.

O primeiro impacto da alta da Selic será a estabilização do câmbio, já que os investidores irão receber mais rendimentos por seus títulos devido ao aumento da taxa de juros. 

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros próxima de zero. O resultado disso é que a diferença entre a taxa brasileira e a norte-americana diminuiu, tornando o nosso país mais atrativo.

Se a nova entrada de dólares se confirmar, a expectativa é de que o preço da moeda estadunidense caia. Consequentemente, os produtos importados tornam-se mais baratos, o que ajuda a conter a inflação.

Quais serão os impactos dessa decisão

Com isso, o Bitcoin ficaria mais barato no Brasil, afinal, tem a sua cotação atrelada ao dólar. Anote aí: essa notícia representa uma possível queda de preço do Bitcoin nas próximas semanas. Será uma ótima oportunidade para quem pensa em investir na criptomoeda!

Mas lembre-se: uma Selic mais alta não torna a renda fixa mais atrativa do que o Bitcoin, que já se valorizou mais de 100% apenas nos primeiros três meses de 2021.

Seja qual for o cenário, você sai ganhando.

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