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Por que é tão difícil juntar dinheiro

17 de julho de 2019

Com o bombardeio de estímulos consumistas que sofremos a todo instante, seja na TV, seja nas redes sociais ou enquanto caminhamos pela rua, administrar nossas finanças se torna uma missão bastante complicada. Mas por que isso acontece? Muita gente acha que não conseguir juntar dinheiro tem a ver diretamente com ganhar pouco. Mas será que essa ideia é correta? Basta fazermos uma análise rápida para logo percebermos que não. Pois, nossos gastos costumam aumentar com a mesma proporção que aumenta nosso poder aquisitivo.

Motivados pela busca incessante de encontrar a fórmula secreta de como conseguir guardar dinheiro, os produtores de conteúdo afundam os dedos no teclado criando posts com dicas milagrosas que prometem ensinar “X Passos para fica rico”, ou “O segredo dos milionários”, ou ainda, “Como juntar dinheiro super rápido”. Funciona mais ou menos como aquelas dietas malucas que prometem resultados extraordinários sem que a gente precise se esforçar muito. Tudo papo furado, né!

É fácil se endividar

Se é difícil juntar dinheiro, é fácil demais se endividar. Antes de termos o Plano Real, conseguir um financiamento era uma tarefa quase impossível, pois os bancos estavam concentrados em financiamentos de empresas. No entanto, após o Plano, o acesso ao crédito ficou bem mais fácil. Dessa forma, as pessoas que sonhavam em adquirir algum bem há muito tempo e não conseguiam, não pensaram duas vezes em adicionar uma grande parcela em seu orçamento mensal.

Não é errado comprar algo que se quer muito, o problema surge quando isso é feito de forma não pensada, comprometendo o orçamento com dívidas. Nesses casos, não existe preparo para eventualidades negativas, como perder o emprego, por exemplo. Seguindo nesse ritmo, não é preciso mais que alguns meses pra uma pessoa que estava num padrão de vida equilibrado se ver afogada em dívidas que não consegue pagar.

Não existe fórmula mágica

O primeiro ponto que temos que ter em mente é que não existe uma maneira milagrosa ou uma receita pronta pra que a gente consiga juntar dinheiro. O que existem são alguns caminhos que podem te ajudar a chegar lá. Inevitavelmente você precisará cortar alguns custos considerados não tão necessários e principalmente os totalmente desnecessários, como as tarifas bancárias.

Um estudo realizado pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), revelou que os bancos tradicionais continuam aumentando suas tarifas de serviço, chegando a ser 12 vezes maiores que o aumento da inflação. O banco Bradesco foi o que obteve o maior reajuste, apresentando uma variação de 50% em um de seus pacotes. Fugir dessas taxas e migrar para um banco digital é um bom começo para cortar gastos desnecessários. Apenas falando…

Tenha tudo anotado

Que você tem que eliminar gastos desnecessários você já sabe, mas como saber o que é desnecessário? Simples: tenha todos os seus gastos registrados durante o mês. Com base em quanto você ganha por mês, você terá noção se está extrapolando ou não. Caso esteja, é só sair eliminando tudo o que não é essencial.

Saber quanto entra em sua conta e quanto você gasta por mês é o primeiro passo a ser dado pra você criar um planejamento financeiro e conseguir se equilibrar. Existem alguns aplicativos que te auxiliam a fazer esses registros. Veja o que mais se adequa ao seu estilo e comece agora mesmo.

Não esqueça das parcelas 

Se você tem o costume de dividir suas compras em várias vezes, fique atento à quantidade de parcelas restantes e as registre, seja no seu app, planilha ou caderno. Nem todo mundo tem condições de pagar tudo à vista, então parcelar as compras acaba se tornando a única opção de conseguir adquirir bens. No entanto, se essas compras não forem planejadas, é muito fácil acabar se perdendo e se afogando no meio de tantas parcelas e aquisições.

Muito cuidado com as pequenas compras 

“Uma compra de R$ 8,00 é inofensiva, certo? Outra de R$ 10,00 não vai impactar nas finanças. Isso aqui custa só R$ 5,00, vou comprar”.

Essas frases parecem familiar? É com esse pensamento que muitas pessoas seguem fazendo pequenas compras que somadas se tornam uma verdadeira bola de neve. Aplicativos de transporte, cafezinhos, lanches e outros produtos de baixo valor podem se tornar verdadeiras armadilhas caso você não controle tudo o que você tem comprado durante o mês.

E os serviços de streaming? 

Não queremos ser os chatos e te pedir pra cancelar seus serviços de streaming, a gente também não resiste àquela velha maratona da nossa série favorita. Mas será que faz sentido manter ativa a assinatura de mais de um serviço? Talvez não. Priorize os que são realmente necessários pra você. Pode até doer um pouco no início, mas talvez seja uma boa descartar aqueles que estão apenas comendo o limite do seu cartão.

Que tal poupar? 

Indo na contramão do pensamento mais comum, em vez de parcelar algo em trocentas vezes quando o valor do bem for maior que o que você tem em mãos, por que não poupar? Ter um pouco de paciência e guardar uma parte de seu dinheiro todo mês em prol de um objetivo é bem melhor do que comprometer metade do seu salário por vários meses.

E caso você prefira, uma opção que leva menos tempo e pode te ajudar é juntar uma parte do valor total e dar de entrada. Dessa forma, as parcelas automaticamente ficarão mais leves, diminuirão a quantidade e você não precisará esperar tanto pra comprar o que tanto quer. O que acha?

Elimine hábitos prejudiciais e crie benéficos buscando o equilíbrio entre consumo e economia. 😉

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