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O mundo empresarial representa uma parcela importante do cotidiano de todos nós. Afinal, as grandes corporações estão por toda parte, presentes como uma parte vital para o bem-estar da economia global. Mas independente do impacto que possuem, todas as empresas precisam de um lugar para chamar de lar. E ele existe: a Bolsa de Valores.

O mercado de capitais possui seu próprio ecossistema. E, assim como na natureza, as empresas precisam seguir à risca uma série de regras para “sobreviver”.

No entanto, este processo muitas vezes passa desapercebido pela grande maioria das pessoas, e até mesmo vive no imaginário de quem não tem muito contato com essa vertente do mercado.

Por isso, não é surpresa existir a dúvida: “como uma empresa entra na Bolsa de Valores?” É o que veremos a seguir.

Bolsa de Valores: as empresas e o mercado

Primeiramente, se torna necessário entender o porquê de uma companhia resolve entrar na Bolsa de Valores.

Quando estamos falando de companhias que buscam estar no mercado de capitais, estamos falando de empresas que desejam por algum motivo (seja ele qual for) fazer manobras com o seu capital social.

Como uma empresa entra na Bolsa de Valores?

O capital social é a precificação do montante do investimento necessário para abrir a empresa, somada com sua capacidade de geração de caixa a longo prazo.

No entanto, na maioria das vezes este capital precifica um valor especulativo, e não realmente valor em caixa. E é exatamente nesse momento se enquadra a Bolsa de Valores.

Simplificando o “economês”, o capital social representa o valor de mercado de uma companhia. Assim, as ditas manobras exemplificam movimentações que usam este capital como um recurso.

As empresas e o capital

Sabemos que para estruturar suas operações, qualquer companhia precisa de fluxo de caixa. E quando uma empresa precisa levantar recursos, rapidamente pensamos em duas opções: capital próprio ou capital de terceiros.

O pensamento de uma pessoa física nesse tipo de caso ajuda a entender o cenário. Afinal, se eu não tenho dinheiro para honrar meus compromissos, preciso de um empréstimo.

No entanto, para as grandes corporações buscar estes recursos de terceiros (principalmente dos grandes bancos) pode gerar uma oneração ainda maior, e um alongamento do endividamento.

Neste momento, o que deveria ser uma solução se torna um novo problema. Então, as empresas buscam o capital próprio, que representa tirar o dinheiro do “próprio bolso” para financiar suas operações.

Agora, você deve estar se perguntando: “então, como a empresa vai financiar as operações com capital próprio se não existe capital?”

A Bolsa de Valores e o capital

Logo, se o capital próprio representa o capital da entidade, então o capital empregado pelos seus sócios também entra neste cálculo. E se você vai “se emprestar” dinheiro, vai cobrar “de você mesmo” a menor taxa possível não?

Uma companhia busca uma abertura de capital, pois representa uma das maneiras mais saudáveis para se buscar novos financiamentos.

Afinal, a entrada de novos sócios traz os recursos necessários para as operações e é “bem mais barata” que o financiamento direto provindo de terceiros.

Ao disponibilizar para a compra o capital social de uma companhia, a mesma está oferecendo uma série de direitos ao seu comprador, que agora detêm uma parcela (na grande parte dos casos) ou a integralidade deste capital.

IPO: como uma empresa entra na Bolsa de Valores

Na visão do “novo sócio” (ou simplesmente investidor), entrar no negócio também é interessante, pois ao adquirir uma parcela do capital, você ganha direitos sobre o lucro da companhia.

Além disso, em casos de empresas com boas perspectivas de retorno, o lucro deste investimento pode ser bastante tentador. O que leva diariamente milhares de pessoas físicas para a Bolsa de Valores.

Portanto, a Bolsa de Valores é a ligação existente entre as empresas que estão buscando novos sócios com pessoas que possuem recursos e desejam investir.

Como uma empresa entra na Bolsa de Valores? Entenda o IPO

Assim, com a decisão de entrar na Bolsa tomada, uma empresa parte em busca de seu processo de IPO.

A sigla IPO representa o termo em inglês Initial Public Offering, ou simplesmente oferta pública inicial. O IPO marca exatamente o momento em que uma companhia realiza a listagem pública de seu capital social em alguma Bolsa de Valores, onde o capital é desmembrado na forma de ações.

Assim, investidores que se dispõem a comprar estas “fatias” da companhia se tornam sócios, ou (como o mercado gosta de falar) acionistas.

IPO: como uma empresa entra na Bolsa de Valores

É exatamente nesta parte que as maiores questões burocráticas “brilham” e retiram a dinâmica do processo. Em alguns casos, um IPO pode demorar até 3 anos desde a data de seu pedido inicial de abertura de capital, até a efetiva negociação dos papéis na bolsa.

É importante também que o investidor se atente a análise fundamentalista da empresa.

Se você ainda está curioso para entender mais as nuances do processo de IPO, e as exigências da Comissão Valores Mobiliários para empresas que desejam entrar na bolsa, no Guia do Investidor existe um guia completo sobre IPO

Autor: Leonardo Pereira | Linkedin

Graduando em Economia e colaborador do Guia do Investidor