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Por mais que o Bitcoin esteja ganhando cada dia mais popularidade e reconhecimento pelo mundo, o seu surgimento ainda é bastante recente na história e é natural que muitas pessoas ainda tenham dúvidas sobre a criptomoeda. Vamos te esclarecer boa parte delas nas cinco perguntas a seguir.

Como o Bitcoin surgiu?

A identidade do criador (ou grupo de criadores) do Bitcoin é um mistério até hoje. O fato é que a primeira “aparição” de Satoshi Nakamoto, pseudônimo usado por quem criou o Bitcoin, foi num grupo de discussões chamado The Cryptography Mailing. Neste canal, Satoshi apresentou e lançou o que, mais tarde, se tornaria o Bitcoin. As frações de Bitcoin, inclusive, são chamadas de satoshis, assim como são os centavos para o Real.

Foi no dia 31 de outubro de 2008 que Satoshi publicou o famoso whitepaper do Bitcoin, que trouxe detalhes sobre a criação da criptomoeda. Esse documento existe até hoje e foi disparado para uma lista de e-mails a estudiosos e interessados em criptografia. No título do whitepaper, Satoshi define o Bitcoin como “A Peer-to-Peer Electronic Cash System” ou “Um Sistema de Dinheiro Eletrônico ponto-a-ponto”. Meses depois, a rede Bitcoin foi ao ar, em 3 de janeiro de 2009.

Qual é o processo por trás do Bitcoin?

O CTO do Zro Bank, Marco Carnut, explica que as transações com Bitcoin são publicamente auditadas, em tempo real. “A ‘moeda da internet’ é operada por uma rede global de voluntários, sem nenhum vínculo formal entre eles e qualquer governo, país ou instituição. Através de uma inovação tecnológica chamada blockchain (semelhante a um diário oficial, escrito a muitas mãos, com resolução automática de divergências), todas as transações de Bitcoin são publicamente auditadas, em tempo real – qualquer violação das regras do sistema é detectada e descartada automática e instantaneamente”, detalha Carnut. 

Sendo assim, o Bitcoin tornou-se o primeiro sistema de transferência de valor em escala global em que a auditoria vem antes da transferência. Um dos papéis de maior destaque entre os operadores da rede Bitcoin é o de minerador ou mineiro. Esses voluntários utilizam do seu poder computacional para validar as transações com Bitcoin e criar novos Bitcoins. Por isso, existe a taxa de mineração para transferências de Bitcoin.

“A taxa de mineração nada mais é do que uma gorjeta recebida pelos mineradores que mantêm a rede bitcoin funcionando e auditam suas transações. Vale destacar que essa gorjeta é usada para priorizar as transações: quanto maior o valor da taxa, mais rápido a transação é processada”, completa Carnut.

Como entender o Bitcoin em 5 perguntas básicas

Afinal, o Bitcoin tem ou não tem lastro?

Esta é uma das perguntas mais comuns sobre o Bitcoin. O nosso CTO, Marco Carnut, traz uma explicação bastante completa sobre o assunto. Confira:

“O conceito de lastro como algo que dá estabilidade ou valor a alguma forma de dinheiro é bastante subjetivo e há quem o considere obsoleto ou até mesmo irrelevante. Nem o dólar americano nem nenhuma outra moeda oficial de um país, hoje, tem algum tipo de lastro atrelado a algo físico. No passado, o dólar já foi lastreado em ouro, mas a conversão de moedas fiduciárias em ouro nos Estados Unidos acabou durante o mandato de Richard Nixon, em 1971”, esclarece. 

E por que o Bitcoin tem valor?

“O valor do Bitcoin está na força das atividades de troca entre os membros da sua comunidade de usuários, assim como acontece com outras formas de dinheiro. O Bitcoin pode ser usado como mercadoria, sendo sustentado pela economia e pelas moedas nacionais tradicionais, como o Dólar e o Real. O Bitcoin tem amplo valor tecnológico, científico e cultural, por ter demonstrado que é possível obter garantias de segurança, sem a necessidade de uma coordenação centralizada. O Bitcoin não é a moeda nacional de nenhum país, mas sim um movimento inteiramente voluntário e auto-regulador”, completa.

Como guardar um Bitcoin?

São diversas as formas possíveis de armazenar os seus Bitcoins. Assim como o dinheiro e os cartões, as criptomoedas também precisam ser guardadas para que não sejam perdidas ou, pior, roubadas por criminosos. Mais conhecidas como Wallets, as carteiras de criptomoedas são responsáveis por armazenar as chaves – sequência de números para pagar e receber criptos – que dão acesso ao seu saldo.

Existem dois tipos de chaves: públicas e privadas. As chaves públicas são usadas para enviar e receber transferências, como uma espécie de endereço ou número de conta e agência. Já as privadas, não podem ser compartilhadas, são semelhantes à senha de um cofre e devem ser guardadas com muito cuidado. Mas não se preocupe, fazer a custódia dos seus Bitcoins é opcional, você pode deixar essa responsabilidade com um banco digital ou corretora da sua confiança. 

Conheça alguns tipos de carteiras de Bitcoin:

  1. Carteira/wallet vinculada a uma exchange ou banco digital 

É a forma mais fácil e segura de armazenar as suas criptomoedas. Se você não quer se preocupar em guardar as suas chaves públicas e privadas, a custódia das suas criptomoedas pode ser feita pela corretora que vendeu os ativos. O app do Zro Bank, por exemplo, funciona como uma wallet. 

No Zro, você tem uma conta digital em que é possível converter o seu dinheiro de Real para Bitcoin (e vice-versa), em questão de segundos, e ainda armazenar esses Bitcoins com segurança, te protegendo do risco de perder o acesso às moedas. Esqueceu a senha? Não se preocupe, é só entrar em contato com o time de suporte.

  1. Carteiras para computador (software wallet ou soft wallet)

As carteiras digitais, ou Software Wallets, são programas que podem ser baixados no seu computador e smartphone. Normalmente permitem várias criptos, com um par de chaves para cada moeda. Além disso, essa modalidade permite o backup, ou seja, é possível restaurar a carteira. 

Neste caso, porém, você é totalmente responsável pela custódia das suas moedas. Em caso de perda das chaves, você perde as suas criptomoedas. Este tipo de carteira, conectada à internet, se encaixa na categoria de “hot wallet” ou “carteira quente”. 

  1. Carteira em hardware (hard wallet)

As Hard Wallets, por sua vez, são dispositivos físicos que se parecem bastante com pendrives e também servem para guardar as chaves e os criptoativos do investidor. A desvantagem desse tipo de wallet, apesar de ser bastante seguro (por prevenir um ataque de hackers, por exemplo), é que esses dispositivos não são gratuitos. Este tipo de carteira offline é chamado de “cold wallet” ou “carteira fria”.

Fazendo uma analogia às contas bancárias tradicionais, as “hot wallets” são como uma conta corrente enquanto as “cold wallets” são como uma poupança.

  1. Carteiras em papel (paper wallet)

Outro tipo de “cold wallet” ou “carteira fria” é a paper wallet, que nada mais é do que uma carteira de papel. Este tipo de wallet é usado, geralmente, para guardar uma grande quantidade de dinheiro que não será movimentada. 

A paper wallet é gerada offline e não precisa ser guardada em nenhum software, mas a sua segurança depende do método que o usuário utiliza para gerá-la. 

Por fim, o Bitcoin é ou não uma moeda?

Diante da grande aceitação do Bitcoin nos últimos anos, a criptomoeda ganhou status de ativo financeiro ou reserva de valor, sendo bastante comparada ao Ouro. Algumas empresas, porém, já aceitam a criptomoeda como forma de pagamento. É o caso da gigante automotiva norte-americana Tesla, comandada por um dos homens mais ricos e influentes do mundo, Elon Musk. 

Empresas de pagamentos como Visa, Mastercard e Paypal anunciaram recentemente que estão adaptando as suas operações para incluir o Bitcoin e outras criptomoedas.

Na primeira teleconferência de 2021 sobre os resultados da empresa, o CEO da Visa, Alfred Kelly, disse que a companhia “está em uma posição única para ajudar a tornar as criptomoedas mais seguras” e pretende tornar os ativos digitais “mais úteis e eficientes como meios de pagamento”. Na ocasião, Kelly revelou que a Visa pretende dividir o mercado cripto em dois segmentos: criptoativos e criptomoedas. No primeiro, ficariam os ativos como o Bitcoin, que foi descrito pelo CEO como “ouro digital”.  

“Aos que reclamam que Bitcoin é quase exclusivamente usado para especulação financeira e pouco usado para a compra de bens e serviços, aponto para o ouro: quase todo o ouro do mundo é usado para especulação financeira entre países ou de indivíduos”, defende Marco Carnut, CTO do Zro Bank.

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