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O prazo final para declarar o imposto de renda de 2020 foi prorrogado pelo Ministério da Economia por 60 dias, com entrega marcada agora para o dia 30/06. Mas mesmo com a prorrogação, muitas pessoas, especialmente as que irão declarar pela primeira vez, consideram essa uma tarefa bem difícil de se fazer.

Se você já fez a declaração no ano passado, as principais regras continuam iguais, houve pouquíssimas alterações. Mas se você nunca fez e não sabe nem por onde começar, não se preocupe. O programa foi feito pela Receita Federal de uma forma bastante intuitiva para que você não enfrente dificuldades.

Desde o dia 2 de março todos os brasileiros já estão autorizados a prestar suas contas à Receita Federal, declarando o Imposto de Renda. E como todo ano as regras podem mudar, sempre surgem muitas dúvidas em relação ao assunto. Por isso, se você deseja saber mais sobre como declarar o seu Imposto de Renda sem ter dores de cabeça, continue lendo esse post.

Quem deve declarar o Imposto de Renda?

Para você saber se precisa declarar, basta analisar se você se encaixa nos critérios estabelecidos pela Receita Federal. Confira quais são esses critérios:

  • Ter recebido em 2019 mais de R$ 28.559,70 em rendimentos tributáveis;
  • Teve posse até o dia 31 de dezembro de 2019 de imóveis, veículos e outros bens com valor total é superior a R$ 300 mil;
  • Adquiriu capital com a venda de imóveis , veículos e outros bens sujeitos à tributação;
  • Obteve renda de atividade rural superior a R$ 142.798,50;
  • Recebeu mais de R$ 40 mil em rendimentos isentos e não tributáveis ou tributáveis na fonte.

E pra fazer, como é?

Ela deve ser preenchida e entregue à Receita Federal por meio do Programa Gerador de Declaração, que está disponível para download lá no site da Receita. Ah, é importante que você atente-se ao fato de que ele é diferente em cada ano que se passa. Então o programa do ano passado não serve mais, você precisará baixar a versão do ano de 2020.

Quanto aos campos do formulário, nem todos eles são obrigatórios para você. Isso varia de pessoa para pessoa de acordo com os gastos de cada um. Caso você tenha dúvida sobre isso, indicamos que você converse com um especialista para te orientar melhor.

Qual tipo de declaração eu devo selecionar?

Há dois tipos de declaração atualmente. São elas:

Simples – Este tipo aplica um desconto de 20% sobre todos os rendimentos tributáveis recebidos durante o ano. Ela é chamada simples por não considerar deduções em seu cálculo. Por isso, ela é a mais recomendada para as pessoas que têm menos gastos.

Completa – Já a completa considera todas as possibilidades de dedução de imposto, como gastos com educação, dependentes, saúde, previdência, etc. Dessa forma, seu desconto poderá ser menor que 20% e a restituição será maior.

Caso você ainda tenha ficado com dúvidas após conhecer cada tipo, não se preocupe. O próprio programa vai te indicar a melhor opção para você garantir mais restituição.

O que são deduções e o que posso deduzir?

Resumidamente, as deduções são os valores que você pode abater da sua declaração de Imposto de Renda. E quando falamos abater, estamos tratando de gastos e despesas que são capazes de reduzir o quanto você pagará de impostos ou aumentar o valor da sua restituição.

E quais gastos podem ser deduzidos? Os relacionados à educação, saúde, doações, previdência privada ou custos com dependentes. Mas fique atento, nem todos os gastos dentro dessas categorias podem ser deduzidos. Informe-se antes.

O que é restituição e quanto vou receber?

As restituições do IR são os valores pagos em impostos durante o ano-exercício que são devolvidos ao contribuinte. Quanto aos valores, os contribuintes podem ou não ter direito a recebê-las. Isso irá depender da declaração de cada um, seus gastos dedutíveis e seus rendimentos. Os que têm direito, irão recebê-las em lotes, que, em 2020, começam a sair em maio.

E aí, pronto para fazer a sua declaração? Caso ainda surja alguma dúvida, sugerimos que você se consulte com um advogado tributarista de sua confiança.