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Em ambientes profissionais e não profissionais, se dizer uma pessoa multitarefa pode ser visto com bons olhos, porque passa a ideia de alguém que é capaz de fazer várias coisas ao mesmo tempo, que é uma “máquina de produtividade”. No entanto, a realidade é bem diferente dessa imagem que é “vendida” por aí.

Um estudo realizado por Joshua Rubinstein, Jeffrey Evans e David Meyer analisou alguns jovens adultos que ficavam alternando entre diferentes tarefas, como resolver problemas ou classificar objetos geométricos. Apesar de ser uma pesquisa antiga (realizada em 2001), ela ainda é uma referência no que diz respeito ao conhecimento sobre como o nosso cérebro reage quando tornamos essa rápida alternância de tarefas algo comum.

Descubra porque ser multitarefa pode ser uma ilusão

Quando os especialistas analisaram os resultados do estudo, perceberam que cada vez que um participante mudava de atividade, ele perdia tempo. E à medida que essas atividades se mostravam mais complexas, a perda de tempo só aumentava. Isso acontece porque o nosso cérebro não consegue se concentrar, verdadeiramente, em mais de uma coisa de uma só vez. Apesar de termos a falsa impressão de que somos capazes de executar várias tarefas ao mesmo tempo.

Na realidade, ele é capaz de fazer rápidas e pequenas alternâncias de foco, o que pode nos fazer pensar que somos capazes de manter a atenção em várias coisas. No entanto, isso não passa de uma ilusão. Cada vez que redirecionamos a atenção para algo, nosso cérebro precisa de um tempo para se conectar com essa nova atividade, o que faz com que a nossa energia mental seja consumida.

Mas o que podemos fazer a respeito?

Apesar de comprovar que o ser multitarefa é uma ilusão, a pesquisa não nos dá o caminho das pedras, nos mostrando o que devemos fazer para aumentar a nossa produtividade diante de tantas tarefas que se acumulam no decorrer do dia. 

Primeiro de tudo, obviamente, precisamos aprender a direcionar toda a nossa atenção e energia para uma atividade por vez. Sabemos que tudo parece ser urgente, mas é fundamental ordenar suas tarefas de acordo com seu grau de prioridade e só passar para a próxima após concluir a atual

Mas o que podemos fazer a respeito

Outra dica é focar no presente. Falando assim, pode parecer fácil, mas este é um exercício que leva tempo para ser aperfeiçoado. Muitas vezes, estamos fazendo algo aqui e nossa cabeça está sobrevoando ali. Manter-se focado no agora pode ser bem complicado. Você pode exercitar isso com pequenas atitudes, como focar seu cérebro 100% na sensação dos seus pés tocando no chão, no ritmo da sua respiração ou nos sons ao seu redor.

Outro fator importante para que consigamos manter a nossa concentração é o intervalo entre as nossas atividades. O tempo recomendado para descanso é de 10 a 15 minutos a cada 45 minutos de foco. No entanto, é preciso ter disciplina para que esses intervalos não se transformem em procrastinação. O método conhecido como “Matriz de Eisenhower” pode ajudar.

Toda regra tem sua exceção

Assim como em outras esferas da nossa vida, é claro que nesse quesito também teríamos ao menos uma exceção. Há exemplos de atividades em que nós conseguimos ser multitarefas. Quando algo se torna um hábito, adquirimos a habilidade de executá-lo enquanto fazemos outro tipo de coisa, como andar de bicicleta, dirigir ou lavar a louça.

Você consegue dirigir enquanto conversa com alguém, certo? Também consegue lavar a louça enquanto ouve um podcast e andar de bicicleta enquanto canta uma música. Quando fazemos algo por muito tempo, a sua execução acaba entrando no “piloto automático”. Mas apenas nesse tipo de atividade conseguimos ser multitarefa. Na grande maioria dos casos, essa ideia de multitarefa é apenas uma ilusão. 

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