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Seja por fatores externos como pragas, revoluções e catástrofes ambientais ou pelas mudanças de comportamento, anseios e sistemas sociais, de tempos em tempos, as sociedades “dão pau”. Em comum, a extinção de um mundo que ficará apenas nos registros da história e o nascimento de um novo zeitgeist (que significa modinha em “Instagramês”).

A popularização do consumo de café, assim como dos locais onde ele era ofertado, mudou, drasticamente, o panorama intelectual da Europa e, consequentemente, do futuro da história da humanidade. No lugar de ébrios cujos espíritos estavam impregnados de vícios, surgiram mentes estimuladas, que se reuniam nas casas de café para ler ou ouvir as notícias do dia e discutir assuntos relevantes para as sociedades nas quais estavam inseridas. Não à toa, historiadores associam esse período, séculos XVII e XVIII, à era da iluminação.

E o que o café tem a ver com a pandemia? O levantamento COVID-19 Consumer Research, pesquisa global da Accenture realizada com 9650 pessoas de 19 países, entre fevereiro e março de 2021, indicou que, além de se reinventar, as empresas deverão se ater às mudanças de hábitos tanto dos seus funcionários como dos seus consumidores. De acordo com a entrevista, 79% das pessoas ouvidas descobriram que, para se trabalhar “no passinho”, nem no escritório e nem em casa servem. Para mais da metade deles, pagar 100 dólares por mês para passar o expediente em algum café, bar, hotel ou outro local com espaço dedicado é uma ideia que não enfrenta resistência. Devem ter chegado à conclusão de que ficar sozinho é bom, mas ficar isolado enlouquece qualquer um.

Menos viagens, mais café: pesquisa mostra hábitos de trabalho pós-pandemia

 

Além disso, fazer viagens internacionais a negócios é um outro costume que deve cair em desuso. Com todo mundo amarrado um ao outro (conectado era quando a gente podia esperar um dia para receber uma resposta por e-mail) e o aperfeiçoamento das ferramentas de “meetings online”, menos gente está disposta a passar o perrengue de comer em aeroporto e cochilar em táxis. Por conta disso, o setor de viagens e hospitalidade está, neste momento, aprendendo a lidar com uma coisa chamada “pragmatismo criativo”, algo ainda desconhecido por nós, mas que deve ser parecido com um belo “te vira”.

E você? Se deu bem com o home office? Quer sair pra comprar um cigarro e não voltar pra casa nunca mais? Sente falta daquele talk-show na copa da empresa? Não dispensa um bom espresso e um wi-fi de brinde? A gente te entende. Te convidamos a expressar todos os seus sentimentos nos comentários.