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Se tem uma coisa que a gente nem sonhava enquanto rolava a queima de fogos no dia 1° de janeiro é que, em 2020, o mundo inteiro iria precisar lutar contra a disseminação de um vírus letal. Quem imaginava que precisaria, nesta vida, passar meses em quarentena, sem poder sair de casa ou com uma série de restrições? Nem no nosso pior pesadelo a gente poderia prever tantas mortes e tantas mudanças bruscas na vida em sociedade. Que ano doido!

Nossa forma de trabalhar, de gastar, de se relacionar e até de pensar mudou, do dia para a noite. E foi pensando nisso que o Google fez um levantamento sobre como a forma de consumir conteúdos e de se relacionar com a nossa família foi alterada. E de cara, a gente já te dá um spoiler que não vai te surpreender de maneira alguma: os vídeos do YouTube, as videochamadas e as lives ganharam ainda mais força nesse período.

A gente avisou que não seria uma surpresa

30% dos brasileiros com conexão à internet consideram os vídeos sua forma preferida de conteúdo. E quando o assunto é o tipo desse conteúdo, o entretenimento lidera a pesquisa. É natural, afinal, lá fora o mundo está um tanto caótico, né? Para deixar nossos dias mais leves, é comum que passemos a ver conteúdos mais leves, também.

O que estamos assistindo?

Segundo os dados levantados pelo Google, 56% dos usuários dizem que vídeos e filmes são as ferramentas digitais mais necessárias durante a pandemia. Além disso, houve um crescimento médio de mais de 450% na busca diária por lives e as pessoas passaram a gastar 36% a mais com serviços de streaming.

E o comportamento em casa?

O compartilhamento desse tipo de experiência na mesma casa também aumentou. 60% dos brasileiros conectados à internet estão passando muito mais tempo com a família. No entanto, como nem tudo são flores, ao mesmo tempo em que as demonstrações de afeto têm aumentado, o maior tempo de convívio também tem feito aumentar os relatos de violência doméstica.

Se pegarmos como base somente o mês de abril deste ano e compararmos com o mesmo período do ano passado, podemos observar que tivemos um aumento de 22% nos casos de feminicídio. Segundo o Google, os conteúdos em vídeo podem ter um papel educativo em um ambiente doméstico e ajudar a diminuir esses números. Para muitas das vítimas, a falta de acesso à informação é um dos principais motivos pelos quais muitas mulheres não tomam medidas legais contra os seus agressores.

No lado positivo do assunto, é notável que os laços familiares entre várias famílias (e vários formatos de famílias) têm se consolidado ainda mais. 36% das pessoas afirmam que passar mais tempo com a família ou com seus companheiros é uma mudança que veio para ficar.

Essa mudança tende a fortalecer cada vez nossos vínculos familiares, ao mesmo tempo em que também tende a deixar mulheres e crianças mais vulneráveis e suscetíveis a passar por situações traumáticas.

Após a pandemia, nossas vidas seguirão esse modelo em 100%? Não podemos afirmar, ainda é cedo. Mas, certamente, todos nós sairemos dessa situação transformados.

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