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Quer começar a investir na criptomoeda mais famosa do mundo, mas ainda sente calafrios só de pensar sobre quando o Bitcoin vai subir ou cair? Muito prazer, volatilidade.

Quem já investe em renda variável está mais que acostumado a lidar com ela, mas esteja certo de que até investidores experientes do mercado financeiro tradicional buscam entender as particularidades do mercado de criptomoedas antes de mergulhar neste universo.

Bitcoin vai subir ou cair

A grande questão em torno do Bitcoin como ativo é a imprevisibilidade dos rendimentos que ele pode gerar aos seus investidores.

Por isso, é tão importante entender minimamente como funciona esse mercado, antes de comprar as suas primeiras frações de Bitcoin – ou vários Bitcoins, se você é desses bilionários que compram bunkers para escapar do “fim do mundo” ou planejam se mudar para Marte.

Agora, se você está bem longe de ser um bilionário, eu tenho uma notícia boa pra te dar: é possível começar a investir em Bitcoin com pouco dinheiro (aqueles R$ 50 que você gasta com lanches ou drinks) e até mesmo ganhar cashback em Bitcoin por compras em Reais

No artigo a seguir, vamos compartilhar informações valiosas para destravar de vez o seu entendimento sobre o sobe e desce do preço do Bitcoin e te mostrar que o mercado cripto não é nenhum bicho de sete cabeças.

Quais os maiores sinais de que o Bitcoin vai subir ou cair?

Existem vários parâmetros capazes de justificar algum tipo de impacto na cotação do Bitcoin. Mas, aqui, vamos te apresentar 6 fatores para os quais vale a pena ficar atento na hora de analisar se o Bitcoin vai subir ou cair

Entender causas da volatilidade é primeiro passo para investir em Bitcoin

Enquanto no mercado de ações os investidores acompanham as empresas que compõem a sua carteira de investimentos, no mercado de criptomoedas é relevante ficar de olho no seguinte:

-Movimentação de Grandes Players

-Declarações de Influenciadores 

-Regulamentação do Bitcoin no Brasil e no Mundo

-Capacidade de Processamento das Transações na Blockchain do Bitcoin 

-Liquidação de Derivativos

-Taxas de Juros no Mercado de Bitcoin

  1. Como grandes players podem influenciar na cotação do Bitcoin 

    Na comunidade cripto, os grandes investidores (aqueles que movimentam quantias milionárias ou até mesmo bilionárias) são chamados de baleias.

    Geralmente, são investidores institucionais: empresas que compram ou vendem um alto volume de Bitcoins e, por isso, tornam-se capazes de mexer com o mercado, a ponto de influenciar no preço da criptomoeda.

    As baleias também podem ser os próprios mineradores da Rede, que possuem e movimentam grandes volumes de Bitcoin.

Movimentos de grandes players podem indicar se Bitcoin vai subir ou cair

Para se ter uma ideia, o anúncio de que o bilionário Elon Musk, CEO da Tesla, investiu US$ 1,5 bilhão em Bitcoin fez com que o ativo atingisse um novo recorde histórico, superando os US$ 44 mil. Além disso, nesse mesmo contexto, o influente empresário anunciou que a sua montadora de carros elétricos começaria a aceitar a criptomoeda como forma de pagamento.

Resultado? Bitcoin nas alturas (ou “to the moon”, se você já quer aderir às gírias da comunidade cripto). 

A notícia de que a carteira digital PayPal passou a aceitar pagamentos em criptomoedas para compras realizadas nos Estados Unidos também impulsionou a cotação do Bitcoin para cima. 

Estes são apenas dois exemplos que ilustram como as movimentações dos grandes players do mercado, as chamadas “baleias”, podem influenciar na cotação da criptomoeda.

  1. Declarações de influenciadores 

Não é incomum encontrar manchetes como “Bitcoin sobe 10% após comentários de Elon Musk”. A influência de pessoas como Musk sobre a cotação das criptomoedas é uma questão um tanto quanto polêmica, mas que não deve ser ignorada por quem investe nesse mercado.

No caso de Musk, nunca foi provado que houve má fé nas suas declarações. Mas, infelizmente, existem influenciadores que intencionalmente manipulam o mercado com o intuito de fazer o preço de um ativo subir ou descer. A prática é conhecida como “pump and dump”, algo como “inflar e jogar fora”.

Bitcoin vai subir ou cair

Essa estratégia criminosa pode se dar de diferentes formas, uma das principais delas é a disseminação de notícias falsas para manipular o comportamento dos investidores, que acabam comprando o ativo impulsivamente. Quando a valorização não é natural, a tendência é que o preço do ativo caia vertiginosamente assim que as fake news são descobertas pela comunidade.

A forma mais racional de se proteger dos maus influenciadores é buscar informações por fontes seguras, como empresas consolidadas no mercado de criptoativos e veículos de imprensa com alta credibilidade. Exercitar o senso crítico e buscar informação de qualidade são atitudes indispensáveis para qualquer investidor.

Bitcoin vai subir ou cair? Regulamentação pode indicar.

  1. Regulamentação das criptomoedas no Brasil e no mundo pode indicar se Bitcoin vai subir ou cair

Outro ponto sensível que volta e meia impacta na cotação do Bitcoin é a questão regulatória. Como o Bitcoin é transacionado numa rede descentralizada e não é um ativo regulado na maioria dos países, existem dois cenários possíveis: o apoio ou a repressão dos governos à inovação proposta pelas criptomoedas.

O melhor deles é quando os países demonstram apoio e estímulos à criptoeconomia. Quando essas sinalizações acontecem, o mercado entra em expansão e a tendência é que mais pessoas e empresas sintam-se seguras para negociar Bitcoin e outros criptoativos.

El Salvador, por exemplo, tornou-se o primeiro país a adotar Bitcoin como moeda oficial. No dia 20 de setembro de 2021, três semanas após a adoção da Lei Bitcoin, o presidente Nayib Bukele divulgou que um em cada quatro cidadãos de El Salvador já usam a criptomoeda no dia a dia. 

Por outro lado, se um estado cria leis rígidas com o objetivo claro de inibir essas negociações (ou até mesmo proibi-las), existem chances de um impacto negativo no mercado cripto. Quando essas decisões são anunciadas por grandes potências mundiais, como Estados Unidos ou China, o impacto na cotação do Bitcoin tende a ser ainda mais intenso.

É importante ressaltar que, em determinados contextos, as ações proibicionistas de governos podem resultar até mesmo numa alta de preços das criptomoedas, já que elas são vistas por muitos investidores como uma proteção contra a inflação, que reduz o valor das moedas fiduciárias (como o Dólar e o nosso Real).

  1. Capacidade de processamento das transações na blockchain do Bitcoin

Um dos mais importantes indicadores a serem observados por quem investe em Bitcoin é o hashrate ou, em tradução livre, taxa de hash. Fique atento a essa palavra. O hashrate é o índice que mensura o poder computacional da blockchain do Bitcoin.

Simplificando ao máximo o seu conceito, o hashrate nos indica a velocidade com que os mineradores conseguem processar dados e, portanto, validar as transações com a criptomoeda. 

Mineração pode dizer se Bitcoin vai subir ou cair

A capacidade de processamento na Rede Bitcoin é medida em hashrates por segundo. Quanto mais alto é o hashrate, mais blocos estão sendo minerados, logo, mais transações são validadas e registradas. Desta forma, o hashrate é um relevante indicador de desempenho da blockchain, que é descentralizada e se apoia no poder computacional dos seus usuários.

Uma queda no hashrate nos indica que há menos poder computacional dando suporte à Rede, tornando-a mais lenta. Por isso, níveis altos de hashrate podem impactar positivamente na cotação do Bitcoin e até impulsionar o preço da criptomoeda. Já o movimento inverso pode acontecer caso a rede perca muito poder computacional.

É importante destacar que, na história, existem exceções. Entre 2016 e 2018, o Bitcoin sofreu fortes correções e, mesmo assim, o hashrate continuou a crescer. Por isso é tão importante analisar um conjunto de fatores e não só um indicador, de forma isolada.

  1. Liquidação de derivativos pelas corretoras 

A negociação de derivativos acontece quando alguém compra um título que deriva o seu valor com base num ativo subjacente (neste caso, o Bitcoin). No mercado de derivativos, os investidores negociam com as corretoras contratos de Bitcoin, sem realmente possuir aquele Bitcoin.

Existem diversos tipos de contratos possíveis neste mercado: opções, contratos futuros, contrato a termo, etc. No caso de um contrato de opções, é possível fazer uma “call” (quando se acredita que o preço do ativo vai valorizar) ou uma “put” (quando se acredita que o preço do ativo vai desvalorizar).

O investidor adquire o direito de comprar o ativo (nesse caso, o Bitcoin) em uma data futura, por um valor fixo. Assim, com o passar do tempo e a variação de valor do ativo, este contrato pode se valorizar ou se desvalorizar, baseado na cotação atual e no tempo que falta para a realização do mesmo.

Bitcoin vai subir ou cair? Entenda o mercado

O que naturalmente acontece quando bilhões em derivativos são liquidados pelas corretoras? A cotação do Bitcoin sobe ou desce num curto espaço de tempo, dependendo da natureza desses contratos. Vou te dar dois exemplos para ilustrar cenários possíveis.

Imagine que US$ 2 bilhões em contratos abertos sejam liquidados automaticamente pelas corretoras. Isso significa que os traders estão realizando o fechamento dos seus contratos futuros. Assim, há mais dinheiro entrando no market cap (capitalização de mercado) do Bitcoin, fazendo com que a criptomoeda se valorize. 

Por outro lado, quando os traders apostam numa alta e o que de fato acontece é uma desvalorização da criptomoeda, a liquidação desses contratos faz o preço do Bitcoin despencar. 

  1. Taxas de juros podem indicar se preço do Bitcoin vai subir ou cair

Você já ouviu falar em “funding rate”? Esse pode ser um dos melhores indicadores para mensurar se o Bitcoin vai cair ou subir. Funding rate nada mais é do que a taxa de juros do mercado de Bitcoin. Ela é determinada pela oferta e demanda de emprestadores e tomadores de empréstimos. 

Na economia tradicional, os bancos centrais são os responsáveis por manter a taxa de juros acima da taxa de inflação, preservando o poder de compra da moeda no decorrer do tempo. Já no mercado de Bitcoin, quem determina essa taxa de juros, ou funding rate, são todos os agentes envolvidos: emprestadores, tomadores e corretoras.

Entenda as taxas de juros do Bitcoin

As corretoras, contudo, têm a maior influência sobre essa taxa, porque elas determinam como deve ser feito o cálculo da taxa de juros. Além disso, as fórmulas variam de corretora para corretora. Beleza, mas, para onde vai o pagamento desses juros?

Quando a taxa de juros está mais baixa, significa que muitas pessoas estão pegando Bitcoin emprestado para vender por moeda fiduciária (dólar, por exemplo). Neste caso, quem está vendendo Bitcoin precisa pagar juros a quem está comprando.

Uma taxa de juros alta, por outro lado, nos aponta para uma maior procura por moeda fiduciária para comprar Bitcoin. Nessa situação, quem está comprando Bitcoin paga juros a quem está vendendo.

Observando essa dinâmica, fica claro que o funding rate também funciona como indicador para mensurar se o Bitcoin vai subir ou cair.

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