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Parece que todo mundo resolveu falar sobre Bitcoin e você não sabe nem por onde começar? Vem comigo que neste artigo vou te explicar de forma simples o que é Bitcoin.

O Bitcoin é a primeira criptomoeda. Todas as outras criptos surgiram depois, com características e propósitos diferentes. Mas, voltando ao que te interessa, uma das principais características do Bitcoin é que ela funciona de forma descentralizada.

Por isso, o sistema que deu origem ao Bitcoin, chamado blockchain, permite que as transações com a criptomoeda sejam feitas de forma livre e independente por qualquer participante, sem que estes dependam de qualquer intermediário.

Dentro da blockchain do Bitcoin, é possível enviar e receber criptomoedas de um ponto a outro da rede, de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora. 

O que é Bitcoin? Conheça os atributos básicos da blockchain do Bitcoin

O que é Bitcoin? Entenda como funciona a primeira criptomoeda

  1. Escassez e portabilidade

A blockchain do Bitcoin foi programada para que um número limitado de unidades da criptomoeda (21 milhões) possa ser emitido, na atividade chamada de mineração.

Os mineradores são pessoas que emprestam altíssimo poder computacional para que a rede funcione, as transações sejam validadas e novas moedas sejam emitidas. 

Nos primeiros anos após a fundação da blockchain, o minerador podia emitir 50 novas unidades de Bitcoin a cada bloco minerado. Mas o sistema é programado para que, a cada 210 mil blocos minerados na rede, a recompensa caia pela metade. 

Esse fenômeno, que acontece a cada 4 anos, é chamado de halving do Bitcoin. Hoje, um minerador pode emitir 6,25 Bitcoins por bloco minerado. 

O próximo halving está previsto para acontecer em 2024 e estima-se que todas as 21 milhões de unidades da criptomoeda sejam mineradas até 2140.

Além da escassez, que fez o Bitcoin ser considerado o ouro digital, a criptomoeda ainda agrega atributos importantes como a portabilidade.

Em oposição ao metal precioso, é possível movimentar grandes volumes de Bitcoin a qualquer distância, com menor custo, maior segurança e maior agilidade.

  1. Reserva de valor

Na visão de muitos investidores experientes, o Bitcoin é classificado como um criptoativo com status de reserva de valor.

Diferente das moedas fiduciárias (como o dólar e o euro), que podem ser emitidas em maior quantidade por um agente centralizado, o Bitcoin é escasso e emitido por uma rede descentralizada.

Vale destacar, ainda, que o Bitcoin não pertence a nenhum governo. Portanto, não está exposto a crises, diferente das moedas tradicionais, emitidas por uma autoridade monetária.

Assim, a criptomoeda é vista como uma alternativa de proteção do patrimônio contra os efeitos da inflação, que atinge diretamente as moedas tradicionais e resulta em perda do poder de compra. 

O que é Bitcoin? Conheça os atributos básicos da blockchain do Bitcoin.

  1. Transparência

Todas as transações com Bitcoin feitas na história – desde 2009, estão devidamente catalogadas de forma criptografada, compacta e segura, dentro da sua blockchain, que é pública e totalmente auditável.  

A diminuição gradual do uso de Bitcoin em esquemas criminosos ao longo dos anos, devido à sua popularização, aumentou o marketcap da criptomoeda.

Esse crescimento foi um dos responsáveis por impulsionar o aperfeiçoamento de ferramentas de monitoramento de todas as transações da blockchain e a identificação de saldos utilizados para finalidades ilícitas. 

Essas informações são, então, publicadas para toda a rede, dificultando a movimentação e a negociação desses ativos com corretoras ou negociadores autônomos (peer to peer) de grande porte. 

Isso significa que todos os agentes – o atuante e o financiador – desse tipo de prática, geram na blockchain do Bitcoin uma prova irrefutável, pública, auditável e indestrutível de que aquele crime foi financiado por eles. 

Vale destacar que o dinheiro em espécie (como dólar, euro ou real) ainda é a principal forma de financiamento de atividades ilícitas, como a lavagem de dinheiro. 

  1. Privacidade

Na blockchain do Bitcoin, pessoas podem transacionar valores livremente, sem a necessidade de apresentação de qualquer tipo de informação pessoal. 

Quem realiza uma transação bancária, por exemplo, necessariamente precisa ter passado pelo Cadastro (KYC-Know Your Costumer) da instituição que viabilizou aquele serviço.

Desta forma, o banco identifica o cliente pelas suas informações pessoais e consequentemente apresenta as contrapartidas obrigatórias para órgãos públicos de fiscalização e regulação, como Receita Federal, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Banco Central, entre outros. 

  1. Segurança

Na rede Bitcoin, há garantia de que o valor sairá de um ponto a outro, uma vez que ele for minerado e devidamente confirmado. 

A auditabilidade do Bitcoin permite que todos os agentes participantes de uma transação (dois ou mais) possam acompanhar, online e em tempo real, a efetivação da transação em seu destino.

Isso é possível graças à estrutura de funcionamento da blockchain do Bitcoin. Desde a mempool (onde as transações aguardam processamento), todos os agentes podem monitorar a efetivação da transferência e também gerar provas concretas de que a mesma encontra-se em seu destino. 

Além disso, caso o usuário da rede faça a custódia dos seus criptoativos, estes não podem ser confiscados ou cerceados, já que apenas o detentor das chaves é quem consegue movimentar os saldos dentro de uma carteira específica. 

Mas é importante destacar que manter a custódia dos Bitcoins em carteira própria envolve riscos, como o de perder a senha e tornar os bitcoins inacessíveis. 

Ao fazer a custódia de criptoativos no Zro Bank, caso o cliente esqueça o PIN ou senha de acesso ao app, basta acionar o time de suporte pelo chat, direto no aplicativo, ou por e-mail: [email protected] 

  1. Agilidade 

Na blockchain do Bitcoin, é possível realizar transações entre pessoas de diferentes países com um tempo de processamento por volta de uma hora e taxas mais baixas, se comparada ao sistema tradicional de câmbio (sistema Swift).

O sistema Swift, que funciona por meio de uma cooperativa de instituições financeiras global, nasceu em 1973 e é utilizado até hoje para transações de valores entre países.

Levando em consideração a Lightning Network, há a possibilidade de um aumento significativo tanto na capilaridade quanto na agilidade dessas transações, podendo trazer a competitividade necessária para que o Bitcoin possa ser incluído em cenários em que hoje ele ainda não é a melhor ferramenta, como no setor de micropagamentos

  1. Independência

A rede Bitcoin é independente de um órgão centralizador. Ela se autorregula de forma periódica e descentralizada, além de ser completamente verificável. 

Por isso, é possível que agentes independentes transacionem valores de uma forma nunca antes vista na história.

A tecnologia blockchain propõe uma nova forma de se estruturar dados que pode ser utilizada não só pelo mercado financeiro mas por diversos outros segmentos da economia. 

Então, a cada dia que passa, mais pessoas descobrem essa nova forma de linguagem e, com base nos avanços que a rede fornece à sociedade, atribuem valor ao Bitcoin. 

Assim, quanto mais pessoas sabem sobre o Bitcoin e como ele funciona, a tendência é que o volume de transações com a criptomoeda cresça e que a sociedade esteja mais esclarecida sobre o imenso potencial da blockchain.