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Que a pandemia da COVID-19 colocou o mundo inteiro numa crise econômica, além de ter gerado gastos enormes para todos os países que a estão combatendo, todos nós já sabemos. Mas você sabe quanto custaria para a economia global tomar medidas preventivas para que não passemos novamente por um problema sanitário como este? Será que o planeta precisaria gastar uma quantia ainda maior para evitar que nós tenhamos que enfrentar outra pandemia? A resposta é não.

Segundo uma análise feita pela revista Science, investir aproximadamente US$ 260 bilhões nos próximos 10 anos seria o suficiente para reduzir de forma substancial o risco de acontecer outra pandemia similar ao coronavírus. Você pode pensar: “US$ 260 bilhões é um dinheirão!”. Sim, é. Mas é equivalente a apenas 2% dos US $ 11,5 trilhões que a COVID-19 deve custar à economia global.

Você entende agora a dimensão disso tudo?

A pesquisa ainda afirma que “apenas” dois vírus se espalharam de seus hospedeiros naturais para os humanos no século passado, mas que agora os riscos são bem maiores por conta da contínua destruição da natureza.

Os especialistas aconselham que a proteção da vida selvagem deve ser o foco dos investimentos financeiros e dos esforços dos nossos governantes, pois o desmatamento e o comércio internacional de animais colocam os humanos em um nível de contato ainda maior com a vida selvagem, aumentando as chances de transmissão de patógenos.

As bordas das florestas tropicais, por exemplo, são canais bastante perigosos quando o assunto é a transmissão de novos vírus humanos, e quando perdemos grande parte da cobertura florestal por causa da poluição e do desmatamento, o contato humano com a vida selvagem torna-se muito mais frequente.

Entre as recomendações feitas pelos especialistas envolvidos na pesquisa, estão a redução do desmatamento e o fim da exploração animal na China. A justificativa é de que enquanto as regulamentações de saúde e de segurança associadas à criação de animais selvagens no país não forem efetivas, o risco de surgimento de doenças é iminente.

O relatório observa que são necessárias leis para proibir o comércio nacional e internacional de espécies de reservatórios de alto risco e que as regulamentações devem manter primatas, morcegos, pangolins, civetas e roedores fora dos mercados.

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