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Certamente, a independência financeira está entre um dos principais sonhos do brasileiro. Mas independente do quão próximo você esteja de alcançar esse objetivo, contar com uma reserva de emergência é uma etapa essencial dentro do processo.

Inclusive, vale dizer que isso ainda não é uma realidade comum para todas as pessoas. Podemos notar um exemplo disso com a pesquisa Raio X do Investidor, feita pela Anbima em parceria com o Datafolha, que foca em entender o perfil financeiro do brasileiro.

Conforme o levantamento, cerca de 69% dos entrevistados não guardam dinheiro e nem fazem qualquer tipo de investimento.

Nesse caso, um objetivo inicial válido para embarcar nessa jornada da independência financeira poderia ser a criação de uma reserva de emergência. Vamos entender mais sobre ela a seguir.

O que é uma reserva de emergência?

Ao longo da vida, é muito provável que tenhamos que nos deparar com certas situações que fujam do nosso controle e expectativas. São os chamados “imprevistos”.

A reserva de emergência se refere ao dinheiro que poupamos para lidar financeiramente com essas situações urgentes, como uma demissão inesperada, o surgimento de uma doença, um acidente, entre outros.

Como montar uma reserva de emergência?

Por meio dela, é possível gerar uma maior segurança para arcar com esses custos que podem surgir “de repente”. Assim, os problemas podem ser resolvidos sem gerar grandes impactos nas finanças pessoais.

De acordo com a educadora financeira Jennifer Gomes, a necessidade de estar preparado para essas situações faz com que a reserva de emergência seja recomendada para todo o tipo de pessoa, independente da faixa de renda.

“Justamente porque não conseguimos prever o que vai acontecer amanhã, daqui a uma semana ou no próximo mês, a reserva de emergência serve para suprir essa eventual necessidade, além de sabermos mais conscientemente que algumas coisas mudam de cenário. Uma das provas vivas disso foi a pandemia, onde inúmeras pessoas perderam seus empregos, enquanto outras tantas tiveram que lidar com metade do salário. Então, dentro desse tipo de cenário, que não imaginamos o que pode acontecer, mas existe uma possibilidade, é para onde a reserva de emergência serve”, diz.

Como montar uma reserva de emergência?

Para montar uma reserva de emergência, o primeiro passo é colocar na ponta do lápis quais são os seus custos fixos. Ou seja, todas aquelas despesas que você possui mensalmente, como moradia, conta de água, luz, internet, alimentação, entre outros.

Sabendo o resultado desse custo fixo, é possível determinar qual será a meta a ser alcançada na reserva de emergência.

Em geral, é recomendável que o valor destinado para uma reserva seja equivalente a seis meses do ano.

Reserva de emergência: primeiros passos.

Utilizando essa referência, por exemplo, uma pessoa que conte com renda mensal de R$ 3.000,00 e despesas fixas de R$ 2.000,00 deve colocar como objetivo um valor de R$ 12.000,00.

Mas vale dizer que isso não é uma regra específica e o período escolhido pode ser de menor, como 3 meses, ou maior, chegando a 12 meses. Tudo vai depender da sua realidade financeira e objetivos pessoais. A partir daí, basta determinar um valor para poupar mensalmente e seguir o plano.

Onde investir?

Uma outra questão importante para a reserva de emergência será o lugar ideal para deixar esse dinheiro. Em síntese, é preciso ter em mente três aspectos: segurança, rentabilidade e liquidez.

Nesse caso, as opções de investimento observadas devem apresentar um perfil de risco mais seguro e com rentabilidade acima da inflação, no mínimo.

A respeito da liquidez, ela se trata das condições para resgatar o valor depositado. Assim, quanto maior a liquidez, mais fácil é o resgate. Por se tratar de situações emergenciais, as opções de liquidez diária são as ideais.

Em conclusão, é preciso dizer que não é necessário ser severo pensando em poupar uma grande parcela da renda para alcançar a meta da reserva de emergência. Mesmo que aos poucos, o mais importante é cultivar a disciplina nas finanças para poupar recursos. Com esse hábito, se aprofundar nos investimentos pode se tornar uma experiência mais tranquila.

Texto escrito por Victor Rodrigues, redator no Guia do Investidor e formado em Economia pela PUC-SP.